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Como Deus Faz História

Quando Jesus nasceu, cumpriram-se literalmente inúmeras profecias feitas séculos antes. O Antigo Testamento está repleto de indicações da primeira vinda de Cristo. Com o Seu nascimento, as promessas da Palavra de Deus se fizeram História. O mais admirável, entretanto, é a maneira como Deus faz Sua Palavra tornar-se real e Suas profecias transformarem-se eventos históricos: muitas vezes Ele usa as atitudes profanas das pessoas e as circunstâncias políticas da época para concretizar Seus planos. A Bíblia nos traz muitos exemplos nesse sentido. Destacaremos três, salientando lugares relacionados com o nascimento e a infância de Jesus.

Belém.

1. Jesus deveria nascer em Belém

Por volta de 700 anos antes de Cristo viveu o profeta judeu Miquéias, que predisse acerca do aparecimento do Messias de Israel: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).

Aquele que tem origens eternas, e que age desde sempre, viria a nascer em um lugar pré-definido e específico, que era Belém, pequeno e insignificante lugarejo na Judéia. Caso a anunciação do nascimento do Rei de Israel se referisse a Jerusalém nada haveria de extraordinário, uma vez que os reis normalmente nascem na capital do reino. Porém, com muitos séculos de antecipação, um lugar sem representatividade foi destacado entre os milhares de Judá para ser o local do nascimento do Rei que viria, o que era algo muito especial. Praticamente todo cidadão de Israel conhecia essa passagem das Escrituras que afirmava que um dia o Messias viria de Belém. Por isso, quando Herodes perguntou onde nasceria o rei dos judeus, os entendidos na Lei puderam lhe fornecer imediatamente o nome do lugar onde deveria nascer o Prometido segundo as profecias: “Então, convocando [Herodes] todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: [em Miquéias 5.2] E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel” (Mt 2.4-6).

Entretanto, em relação a essa profecia havia um problema, e este não era pequeno: Maria e José não viviam em Belém, mas em Nazaré (Lc 1.26), e aparentemente não planejavam se mudar para Belém. Deus não enviou um anjo para lhes dizer: “Querido José, querida Maria, vocês não sabem que o Messias deve nascer em Belém? Vocês não sabem que a Palavra de Deus precisa se cumprir e Seu Filho não pode nascer em Nazaré? Levantem! Ponham-se a caminho para que se cumpra a palavra do Senhor falada através do profeta Miquéias!”

Não foi o que aconteceu. O imperador César Augusto tomou uma decisão política em Roma, bem longe de Israel e sem ter a mínima noção das profecias bíblicas – decretando um recenseamento do povo. Essa decisão política obrigou José, juntamente com Maria, que estava no final da gravidez, a irem até Belém para se registrarem no censo populacional. Em Lucas 2.4 lemos que José era “da casa e família de Davi”. Portanto, era em Belém (a “cidade de Davi”) que ele tinha de se registrar. Chegando lá, Maria logo deu à luz ao Filho de Deus. É o que podemos chamar de “tempo de Deus”! O Senhor, em Sua onisciência e onipotência, usou a política secular e um de seus líderes para fazer cumprir Suas profecias e para concretizar as previsões de Sua Palavra.

A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito.

2. Jesus viria do Egito

A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito. No oitavo século antes de Cristo, outro profeta anunciava em Israel a respeito do vindouro Messias: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho” (Os 11.1). Os comentaristas judeus aplicavam essa profecia a Israel e ao Messias, o que se torna bem evidente conhecendo o contexto do Novo Testamento. Mas como ela se cumpriu, como foi que Jesus, ainda menino, veio do Egito? A maioria de nós conhece a história da matança dos meninos judeus em Belém ordenada pelo infanticida rei Herodes, que via seu trono ameaçado pelo nascimento de Jesus. A Bíblia diz a esse respeito: “Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta [em Os 11.1]: Do Egito chamei o meu Filho” (Mt 2.13-15).

Os planos cruéis, egoístas e assassinos de um político mundano acabaram contribuindo para que a Palavra se cumprisse. Herodes pensava que aniquilaria os planos divinos, mas sua maldade apenas contribuiu para que as profecias se cumprissem literalmente.

O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12).

3. Jesus, o Nazareno

Segundo minha contagem, Jesus é chamado de “Nazareno” pelo menos 18 vezes no Novo Testamento. Ele era conhecido como “Jesus de Nazaré”, pois tinha vivido ali por muitos anos. Quando morreu na cruz, sobre Sua cabeça estava afixada uma placa que dizia: “Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus”. O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12). “Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo” (Zc 3.8). Jeremias proclamou o mesmo 80 anos antes de Zacarias: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, a agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5).

Quando Jesus veio, Ele foi o “Nazareno”, o “Renovo” do qual falavam as profecias. Mas como Jesus não apenas nasceu em Belém sem que seus pais residissem ali, veio do Egito por razões inacreditáveis e ainda pode ser chamado de Nazareno? Porque mais tarde Ele morou em Nazaré, confirmando uma vez mais as profecias, mostrando que elas se cumprem por razões às vezes bastante profanas. Herodes havia morrido, e José ainda vivia com Maria e o menino no Egito quando, através de um anjo, recebeu ordens de retornar à terra de Israel. Era óbvio que José desejava retornar à sua terra com sua família, mas quando ficou sabendo que Arquelau reinava no lugar de seu pai, ficou com medo. Arquelau era um dominador de triste fama e muito cruel, que os romanos suportaram por apenas dois anos e depois o depuseram. Na realidade, quem deveria assumir o trono de Herodes na Judéia era outro de seus filhos, mas por um capricho pessoal, Herodes mudou seu testamento pouco antes de morrer e colocou Arquelau no poder. Para não se submeter ao seu domínio, José foi viver na Galiléia, na cidade de Nazaré, que estava subordinada a outro governante: “Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel. Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia. E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mt 2.19-23).

Vista de Nazaré.

Esses três exemplos mostram muito claramente que nada nem ninguém pode impedir ou barrar os planos de Deus. Não há falha humana, manobra política, crueldade, capricho ou força da natureza que impossibilitem Deus de concretizar Seus propósitos. Nada impedirá que Jesus volte cumprindo Suas promessas a Israel. Os acontecimentos proféticos, cujo desenrolar vemos em nossos dias, culminarão na volta de Cristo e mostram que ela está se aproximando. Todos os fatos que acontecem no mundo são dirigidos por Deus de tal forma que acabarão servindo para que os Seus desígnios se realizem e para que Jesus venha a este mundo como o Rei e Messias. Jesus voltará cumprindo muitas profecias que ainda não se realizaram, pois muitas delas dizem respeito diretamente a Sua volta em poder e glória e à restauração de Israel, predita tantas vezes e por tanto tempo! Israel já retornou à sua própria terra depois de um longo tempo de dispersão (Diáspora), quando havia judeus espalhados pelo mundo todo. Até o terrível Holocausto acabou servindo à causa judaica, pois acelerou a fundação do Estado de Israel e permitiu que mais judeus voltassem à sua pátria. Quase todas as nações votaram em favor de Israel nessa ocasião, pois estavam chocadas com o que havia acontecido aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial nas mãos dos nazistas. Apenas três anos depois do final da guerra, os judeus já possuíam seu próprio Estado. No entanto, a luta, atual e futura, dos inimigos contra Israel e contra Jerusalém é predita nas profecias, e precisa acontecer. A Bíblia fala de uma unidade mundial política, religiosa e econômica que acabará se opondo a Israel. Hoje vemos que todos os esforços políticos acontecem em função desse desejo de globalização. A Palavra de Deus se cumpre sempre. Alegremo-nos por isso!

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O Significado Espiritual de Três Lugares
Norbert Lieth

Na história do nascimento de Jesus, que mais uma vez celebramos com muita alegria neste Natal, três lugares desempenham um papel significativo. São locais históricos, visitados por muitas pessoas. Mas também podemos analisar seu sentido simbólico, e dele extrair profundas lições espirituais. Havia razões para Jesus nascer justamente em Belém. Sua fuga para o Egito tinha motivos, e não foi por acaso que Ele cresceu na cidade de Nazaré.

Belém1. Belém

“E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).

Penso que Deus, ao afirmar: “...Belém, ...pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá”, está nos dizendo que ama os pequenos, e que Jesus veio justamente para os que nada representam neste mundo, que normalmente não são vistos nem notados no meio da multidão. Deus, porém, vê a todos. Para Deus, você não é uma entre milhares de pessoas. Imagine a cena: o Deus Eterno, que sempre existiu, tornou-se homem em Jesus, nasceu e foi enrolado em faixas e deitado em uma manjedoura numa estrebaria em Belém. Lá, onde tudo cheirava a comida e a esterco de animais, Jesus veio ao mundo. Certa vez, alguém disse: “Muitos homens quiseram ser deuses, mas só um Deus desejou ser homem”. O Senhor se humilhou tão profundamente para nos elevar até o céu. Ao escolher um lugar tão insignificante para o nascimento de Seu Filho, Deus está nos transmitindo a mensagem de que se importa com os “pequenos” e com os que não são nada diante do mundo. Jesus veio para buscar e salvar o perdido, o desprezado, o miserável e o de coração quebrantado.

Egito2. O Egito

O Egito é usado na Bíblia como símbolo de escravidão, jugo e cativeiro. Lá viviam os israelitas nos tempos de Moisés, em uma terra estranha, longe da sua pátria. Os judeus eram obrigados a fazer trabalho pesado e eram oprimidos pelos egípcios. Mas chegou o dia de seu êxodo, de sua libertação da escravidão. Israel foi conduzido à liberdade para servir a Deus. Naquela ocasião, os israelitas foram resgatados pelo sangue de um cordeiro. Quando Jesus, o Cordeiro de Deus, esteve no Egito, isso indica que Ele é o Grande Libertador.

Existe tanta opressão e escravidão neste mundo, mais do que imaginamos. Quantos são escravos do pecado, de seus instintos, de suas paixões e vícios. Pela sua própria força não conseguem se livrar dessas amarras. Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.34,36). Muitos já afirmaram que não são como gostariam de ser, que sempre caem nos mesmos erros, que constantemente ficam irados e repetidamente fazem coisas que imaginavam ter superado. Seu desejo sincero é amar aos outros, mas às vezes isso parece impossível.

Outros permitem que seu interior seja corroído pelo ódio, pela inveja, por ciúme e desamor. São prisioneiros de si mesmos, sem que o queiram. Como seria maravilhoso se todos pudessem se livrar dessas amarras do mal!

Jesus veio para nos libertar. Ele é o Cordeiro de Deus sem mácula, que deu Seu sangue por nós, para nos resgatar. Todos estão debaixo do poder do pecado e vendidos ao Diabo. Muitos pensam que mandam em si mesmos, mas são regidos por um poder de fora. Pensam ser livres, mas são escravos. “Aquele que pratica o pecado procede do Diabo, porque o Diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do Diabo” (1 Jo 3.8). Essa é a lição espiritual que podemos aprender ao estudar o significado que o Egito tem na Bíblia.

Nazaré3. Nazaré

Nazaré era uma das cidades de má reputação em Israel, um lugar muito desprezado. Por isso, Natanael chegou a perguntar em certa ocasião: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1.46). Mas justamente Jesus é chamado de “Jesus de Nazaré”. Isso significa que Jesus não se identifica com o pecado, mas identifica-se completamente com o pecador. Jesus colocou-se voluntariamente no lugar dos desprezados e de má fama, dos acabados, dos indigentes, dos criminosos, dos sem valor algum e de todos aqueles que não têm um bom nome. Ele veio para todas as camadas da sociedade. Para Jesus, ninguém é ruim demais para receber Sua graça. E ninguém é muito bom, sem precisar dela. Nazaré nos lembra que Jesus veio para todos, ama a todos e se identifica com cada um de nós.

 
 

Estado Palestino: combustível para um Oriente Médio em chamas

Aqueles que traçam as políticas de Israel e os formadores de opinião no país têm a tendência de aceitar o governo dos Estados Unidos como a mais alta autoridade no Oriente Médio. Às vezes, eles escolhem se afastar repentinamente de sua própria ideologia/estratégia – sob a pressão do governo americano – a despeito das asneiras sistemáticas e dramáticas das políticas americanas, que têm enfraquecido os interesses dos EUA no Oriente Médio e posto em risco a existência de Israel.

Por exemplo, em 1948, o Departamento de Estado, o Pentágono e a CIA estavam convencidos de que o estabelecimento do Estado Judeu iria desencadear uma guerra, produzindo um segundo Holocausto dos judeus em menos de uma década, que um Estado Judeu seria um peso estratégico sobre os EUA, que os produtores de petróleo árabes iriam boicotar os EUA e que Israel se juntaria ao Bloco Comunista. Com a finalidade de dissuadir Ben Gurion de proclamar a independência, eles impuseram um embargo militar sobre a região (enquanto a Grã-Bretanha fornecia armamentos aos árabes) e ameaçaram Ben Gurion com sanções econômicas.

Rami Ayad
Mahmoud Abbas, o “Bonzinho” – formado pela KGB e pela Universidade de Moscou, e arquiteto da educação através do ódio – foi expulso de vários países árabes por causa de subversão.

Durante a década de 1950, o presidente Eisenhower aproximou-se de Nasser, o ditador egípcio, numa tentativa de afastá-lo da influência soviética. Entretanto, aceitar Nasser como o líder árabe e como um estadista-chave dos [países] não-alinhados, oferecendo-lhe ajuda financeira para construir a represa de Assuã, insistindo com Israel para “terminar a ocupação do Neguev”, para evacuar toda a Península do Sinai e para internacionalizar partes de Jerusalém, não impediram que continuasse com a subversão dos regimes árabes pró-EUA, o apoio ao terrorismo palestino, o reconhecimento da China Comunista, ou sua aproximação de Moscou.

Durante as décadas de 1970 e 1980 até o dia da invasão do Kuwait, o governo dos EUA apoiou Saddam Hussein. Os americanos firmaram um acordo de compartilhamento de informações com Bagdá, autorizaram a transferência de tecnologia dual sensível [instrumentos e equipamentos geralmente usados para propósitos militares] para Saddam e aprovaram cinco bilhões de dólares em garantias de empréstimos ao “Açougueiro de Bagdá”.

O presidente Bush – e seu Assessor de Segurança Nacional, Brent Scowcroft, que é um modelo imitado por Jim Jones, assessor de Segurança Nacional, e por Robert Gates, secretário de Defesa, e que goza da atenção do presidente Obama – pressupôs que “o inimigo de meu inimigo (Iraque x Irã) é meu amigo”. Entretanto, o “inimigo de meu inimigo” provou ser “meu inimigo”.

Em 1977, o presidente Carter – que é admirado pelo presidente Obama – se opôs à iniciativa de paz de Begin e Sadat. Ele fez o lobby para uma conferência internacional e concentrou-se na questão Palestina e em Jerusalém. Contudo, a determinação de Begin e de Sadat forçou Carter a se unir ao comboio da paz, que atingiu seu destino ao deixar de lado as questões da Palestina e de Jerusalém.

Em 1979, o presidente Carter abandonou o xá do Irã, o baluarte dos interesses americanos no Golfo Pérsico. Carter e seu assessor de Segurança Nacional, Zbigniew Brzezinski – um assessor informal de Obama – facilitaram a elevação do aiatolá Khomeini ao poder, desencadeando dessa forma a erupção de um vulcão estratégico, que até agora está prejudicando os interesses vitais dos EUA no Oriente Médio.

Durante os anos de 1993 a 2000, o presidente Clinton e seu assessor, Rahm Emanuel – atual chefe de Gabinete do presidente Obama – adotou o Processo de Oslo e Arafat como arautos da paz e da democracia. Eles ungiram Arafat como o “Visitante Mais Freqüente” à Casa Branca. Todavia, nunca um processo de paz produziu tanto derramamento de sangue, terrorismo, incitação ao ódio e falta de cumprimento quanto o Processo de Oslo. Clinton – exatamente como Obama – sustentava que a luta contra o terrorismo deve ser travada, principalmente, através de meios diplomáticos e legais. Conseqüentemente, tivemos sua resposta dócil a uma série de ataques efetuados pelo terrorismo islâmico desde 1993 (o primeiro atentado ao World Trade Center) até 2000 (o bombardeio ao navio USS Cole), fatos que levaram ao 11 de setembro.

A “Visão de Dois Estados” do presidente Bush, que tem sido adotada por Obama, constitui uma extensão do histórico de ação extremamente equivocado da Casa Branca no Oriente Médio.

Pode-se deduzir a natureza da liderança do Estado Palestino proposto a partir do perfil de seus líderes potenciais, que se tornaram modelos de traição, subversão e terrorismo entre os árabes. Abu Mazen (Mahmoud Abbas), o “Bonzinho” – formado pela KGB e pela Universidade de Moscou, e arquiteto da educação através do ódio – foi expulso do Egito (1955), da Síria (1966) e da Jordânia (1970) por causa de subversão. Ele teve um papel-chave nos atentados violentos da OLP para derrubar o governo de Beirute e na colaboração da OLP na invasão do Kuwait por Saddam.

Um Estado Palestino iria condenar o regime hashemita (Jordânia) ao aniquilamento, seria um incentivador dos terroristas pró-Saddam no Iraque e dos terroristas islâmicos no Egito, no Líbano e no Golfo Pérsico, e iria proporcionar uma base de operações no flanco oriental do Mediterrâneo ao Irã, à Rússia e à Coréia do Norte. A substancial emigração anual de palestinos moderados, que estão abandonando a região, revela as expectativas dos próprios palestinos com respeito ao Estado Palestino proposto.

O Estado Palestino, por um lado, e, por outro lado, a estabilidade do Oriente Médio, a segurança nacional dos EUA e de Israel, constituem um oxímoro clássico [i.e., uma contradição de termos]. Um Estado Palestino iria adicionar combustível – e não água – ao fogo do terrorismo e à turbulência do Oriente Médio. A promoção da “Solução dos Dois Estados” prova que aqueles que traçam as políticas dos EUA e de Israel estão determinados a aprenderem por meio da história ao repetirem – em vez de evitarem – os erros dramáticos do passado.

O Embaixador Yoram Ettinger serviu como ministro de Assuntos Parlamentares da Embaixada de Israel em Washington e como diretor do Escritório de Imprensa do Governo de Israel, além de outros cargos. Ele fala freqüentemente em campi de universidades dos Estados Unidos sobre o conflito no Oriente Médio.

 
 

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A restauração espiritual de Davi


INTRODUÇÃO
Palavra Chave:
Restauração; Restabelecimento de uma situação vivida anteriormente; conserto.
O relacionamento pecaminoso de Davi com Bate-Seba foi rápido, mas as suas consequências foram duradouras.
Até ser confrontado pelo profeta, ele agiu à semelhança dos nossos primeiros pais, que também tentaram ocultar seus pecados (Gn 3.1-13). Todavia, uma vida de pecados ocultos apenas prolonga o sofrimento de quem os comete, já que de Deus ninguém consegue esconder nada. Por certo, Davi só obteve paz espiritual após dizer a frase que resume a atitude de um pecador arrependido: “Pequei contra o Senhor” (2 Sm 12.13).
A PRÁTICA DA RESTAURAÇÃO
A prática da restauração é a arte de nos colocarmos contritamente nas mãos do divino Oleiro para que Ele refaça o vaso quebrado e lhe dê a forma e a beleza anterior, depois de qualquer escorregão e queda, depois de qualquer período de frieza espiritual e crise existencial, depois de qualquer escândalo e desastre de natureza religiosa, depois de qualquer aborrecimento com a igreja militante e ressentimento ou revolta contra DEUS.
O estado quebrado em que se encontra o crente pouco ou muito tempo depois de um fracasso, grande ou pequeno, não é necessariamente seu estado final. DEUS deixou essa certeza impressa nos olhos e na memória do profeta Jeremias ao levá-lo à casa de certo oleiro, em cujas mãos havia um vaso que se estragou. Em vez de jogar fora o vaso estragado, o oleiro o refez, moldando outra peça com o mesmo barro. Em seguida, o Senhor perguntou ao profeta: “Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jr 18.6).
Vasos quebrados = São os vasos quebrados que precisam parar nas mãos do divino Oleiro para serem outra vez modelados. Embora igualmente desintegrados e esvaziados do resplendor antigo, nem todos os vasos têm a mesma história. Certamente eles se enquadrarão em um ou mais de um dos seguintes danos ou ocorrências:
1. Perda do primeiro amor – Você está no fundo do poço porque perdeu gradativamente o entusiasmo, perdeu o gosto pela leitura da Bíblia, perdeu a vontade de orar, perdeu o gozo da comunhão com DEUS, perdeu a força da esperança cristã, perdeu a capacidade de crer, perdeu o poder da fé. Tornou-se frio, insensível, incrédulo e apático. Você trocou a Casa do Senhor (Sl 122.1) pela sua casa.
2. Perda das obrigações morais = Você está no fundo do poço porque se desobrigou gradativamente dos mandamentos de DEUS. Você se soltou. Fez concessões à carne, ao mundo e ao diabo. Em vez de não se conformar com este mundo (Rm 12.2), você passou a não se conformar com a obrigação imposta por JESUS de negar-se a si mesmo (Lc 9.23). Você trocou o fruto do ESPÍRITO pelas obras da carne (Gl 5.16-24)
3. Perda da pureza doutrinária = Você está no fundo do poço porque foi se distanciando gradativamente do compromisso doutrinário. Tudo começou quando você perdeu a noção da autoridade da Palavra de DEUS. A partir daí você passou a crer no JESUS histórico, e não no Verbo que se fez carne (Jo 1.14). Você passou a crer na reencarnação dos vivos, e não na ressurreição dos mortos. Você passou a sobrecarregar cada vez mais os homens e a dispensar cada vez mais o concurso de DEUS. Você trocou a glória de DEUS pela glória dos homens, trocou a fé pelas obras.
4. Perda do senso de dependência = Você está no fundo do poço porque se envaideceu gradativamente até ao ponto de acreditar que não precisa mais da sabedoria de DEUS, da sua graça, do seu poder, da sua presença. Você pode tudo, você dá conta de tudo, você está sempre certo, a última palavra é sua. Você não é a vara, mas a própria videira (Jo 15.5). Você trocou a plenitude de DEUS pela plenitude do seu próprio eu.
A capacidade do Restaurador = Basta passar os olhos na história da redenção para você descobrir ou redescobrir a capacidade sem medida do Restaurador. Não importa o tamanho dos estragos. Nem as diferentes áreas em que se deram os estragos.
1. Restauração física – DEUS restaura a saúde ao doente (Is 38.16), a vista ao cego (Lc 18.42), a fala ao mudo (Mc 7.35) e o juízo ao endemoninhado (Mc 5.15.) Devolve à posição ereta a mulher por dezoito anos encurvada (Lc 13.13). Restaura a mão até então ressequida (Lc 6.10.).
2. Restauração espiritual – DEUS restaura o homem da queda e do pecado, justificando-o, santificando-o e glorificando-o. Ressuscita-o de entre os mortos. Dá-lhe corpo novo, revestido de incorruptibilidade e de imortalidade (1 Co 15.53). Torna-o igual a JESUS CRISTO (Rm 8.29-30; 2 Co 3.18; Fp 3.20-21; 1 Jo 3.2).
3. Restauração do culto – DEUS restaura o altar, o tabernáculo, o templo, os muros e a cidade de Jerusalém, as tribos de Israel e a glória de Jacó (Ne 2.2). Restaura a sorte de Judá e de Israel, edificando-os como no princípio (Jr 33.7).
4. Restauração ecológica – DEUS restaura o planeta que o homem poluiu e estragou. Estende outra vez a camada de ozônio. Despolui rios, lagos, mares, praias e oceanos. Replanta a flora e recria a fauna. Cria novos céus e nova terra (2 Pe 3.13). Redime a criação do cativeiro da corrupção “para a liberdade da glória dos filhos de DEUS” (Rm 8.21).
5. Restauração final – DEUS em CRISTO tira o pecado do mundo, refaz o que o homem fez de errado. A história não termina com a notícia de que “por um só homem entrou o pecado no mundo” (Rm 5.12), mas com a notícia de que JESUS é “o Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).
A restauração de Davi
É quase inacreditável que um homem como Davi, a quem se atribui a autoria de 73 dos 150 salmos e que possuía certos traços de caráter muito especiais (1 Sm 24.6; 26.8-11; 2 Sm 23.13-17; 1 Cr 21.18-27), tenha descido tanto e cometido pecados tão grosseiros depois de uma carreira acentuadamente bem-sucedida e depois de conquistar a admiração de todo o povo.
Os pecados desse “mavioso salmista de Israel” (2 Sm 23.1) não foram banais. Davi cometeu adultério com Bate-Seba, cujo esposo não era judeu, mas teria abraçado o judaísmo. Nessa ocasião, Urias, o heteu, mencionado como um dos trinta e sete valentes de Davi (2 Sm 23.39), achava-se ausente do lar por estar a serviço do exército de Israel no assédio à Rabá (2 Sm 11.1).
O segundo grande pecado de Davi foi o assassinato de Urias, “com a espada dos filhos de Amom” (2 Sm 12.9). Ele matou um homem virtuoso, que não aceitava privilégios se outros estivessem privados deles (2 Sm 11.6-13). Curiosamente, neste sentido, Urias era muito parecido com o rei — Davi também não quis beber a água do poço de Belém porque ela quase custou a vida de seus amigos (2 Sm 23.13-17).
O terceiro grande pecado de Davi foi a conexão dos dois primeiros pecados com a hipocrisia. Ele não estava interessado no bem-estar de Urias quando mandou buscá-lo na frente da batalha e trazê-lo para Jerusalém. O rei queria apenas que ele se deitasse com a mulher para que a gravidez dela fosse atribuída ao esposo. O presente que Davi lhe deu era um instrumento para beneficiar o rei, e não o valente oficial do exército. Mais grave ainda foi a encenação de Joabe e de Davi para justificar a morte de Urias perante a opinião pública. Foi um caso de extrema corrupção, da qual Bate-Seba não parece estar isenta (2 Sm 11.6-27).
Ora, depois de tanta miséria, o autor do salmo que descreve a onisciência e a onipotência de DEUS (Sl 139) ficou em pandarecos (Sl 6.2-3), sob o peso esmagador da mão de DEUS (Sl 32.4) e dentro de um tremedal de lama (Sl 40.2). Ele gastou pelo menos nove meses para reconhecer e confessar tudo de errado que havia feito (2 Sm 12.13, 14; Sl 32.5). Suplicou a misericórdia de DEUS na forma de perdão para o pecado (Sl 6.1-7) e na forma de purificação para a injustiça (Sl 51.1-12). Aceitou a morte da criança, o incesto de Amnom, as trapalhadas de Absalão, a provocação de Simei, a maldade de Aitofel, a morte de Absalão e a sedição de Seba — como conseqüências diretas ou indiretas de seu mau exemplo (2 Sm 12.10-12).
O processo de restauração tinha de incluir todos esses acontecimentos e demorou mais de dez anos. Ao cabo de tudo, Davi recuperou o prestígio, a autoridade, o trono, a comunhão com DEUS, a delicadeza de seu caráter, as bênçãos de DEUS e a experiência de que “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20). É ele mesmo quem conta: “De todos os meus filhos, porque muitos filhos me deu o Senhor, escolheu ele a Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor, sobre Israel” (1 Cr 28.5). Ora, esse Salomão era filho “da que fora mulher de Urias” (Mt 1.6).
Criado pelo profeta Natã (2 Sm 12.25), o mesmo que acusou Davi de adultério, Salomão foi também escolhido por DEUS para edificar o Templo do Senhor em Jerusalém (1 Cr 28.6). O ponto mais alto da graça de DEUS, porém, está na presença de Davi e Bate-Seba na árvore genealógica de JESUS CRISTO, ao lado da virtuosa Maria e de algumas mulheres (Tamar, Raabe e Rute), que jamais estariam ali se não fosse a maravilhosa e soberana graça de DEUS (Mt 1.1-17). A Bíblia registra também que Davi “morreu em ditosa velhice, cheio de dias, riquezas e glória” (1 Cr 29.28). Talvez este seja o mais extraordinário exemplo de restauração de toda a Escritura!
O caminho da restauração
Para sair do fundo do poço, é preciso fazer alguma coisa. Não o impossível. Apenas o possível. O impossível corre por conta de DEUS. São coisas simples, mas fundamentais:
1. Entre com o desejo – Esse é o início de todo o processo. O “eu não quero” (Sl 81.11; Ap 2.21) atrapalha tudo. Lembre-se do lamento de JESUS sobre Jerusalém: “Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mt 23.37.) Mas até para querer é possível contar com o auxílio do Senhor: “DEUS está operando em vocês, ajudando-os a desejar obedecer-lhe, e depois ajudando-os a fazer aquilo que Ele quer” (Fp 2.13, BV).
2. Entre com o pedido – Comece a orar perseverantemente para DEUS o tirar “de um poço de perdição, dum tremedal de lama” (Sl 40.2). Veja o tríplice pedido de restauração de Israel no Salmo 80: “Restaura-nos, ó DEUS” (v. 3); “Restaura-nos, ó DEUS dos Exércitos” (v. 7); “Restaura-nos, ó Senhor, DEUS dos Exércitos” (v. 19).
3. Lembre-se de onde, quando e como começou a crise que o deixou no fundo do poço – Você precisa pegar o fio da meada outra vez. Foi este o conselho de JESUS àquele que havia abandonado o seu primeiro amor: “Lembra-te, pois, de onde caíste” (Ap 2.5). Em outras palavras, ele está dizendo: “assuma o que você fez de errado”. Note bem, é preciso lembrar para confessar.
4. Confesse o iceberg todo – Não é para confessar apenas o pecado mais grosseiro ou apenas os pecados mais leves. É preciso confessar tudo: a segurança demasiada, as brincadeiras “inocentes”, as pequenas e grandes concessões, a falta de vigilância, a negligência devocional e o pecado de rebelião. Note bem, é preciso confessar para não mais lembrar.
5. Renove a aliança – Você precisa voltar “à prática das primeiras obras” (Ap 2.5), aquelas que você observava com zelo e com alegria no passado. Comprometa-se outra vez. Faça uma nova confissão de fé. Enfie de novo o pescoço debaixo do jugo libertador de CRISTO: “Tomai sobre vós o meu jugo” (Mt 11.29).
6. Deixe o resto com DEUS – Este resto é o mais difícil, mas DEUS o fará. Ele vai curar as feridas, cuidar das cicatrizes, consertar os traumas, recuperar o tempo perdido, acabar com os complexos, comissionar outra vez, devolver a alegria perdida e acalmar o seu coração. Fique certo disso: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará” (Sl 37.5).
I. A RESTAURAÇÃO E A PALAVRA DE DEUS
1. Davi e a Palavra de Deus. – Davi certamente era um homem que amava a Palavra de Deus. Entretanto, podemos afirmar com segurança que no momento de sua queda espiritual ele estava longe da lei divina. Poderia um homem estar agindo de acordo com a Palavra de Deus e ainda assim possuir a mulher do seu próximo e mandar matar seu marido? Por certo não! O mais simples é entendermos que Davi se tornara um burocrata, e um crente com uma vida devocional pobre, e que, por isso, não percebera sua fragilidade nem tampouco a cilada de Satanás.
Davi foi confrontado pela Palavra de Deus pronunciada pelo profeta Natã (1 Sm 12). Qual outra fonte se atreveria a confrontar o rei? Somente a Palavra de Deus é poderosa para lançar luz em nossas densas trevas.
Somente através da leitura da palavra de Deus é que percebemos o quanto temos uma natureza pecaminosa percebemos a necessidade de buscarmos o Pai.
2. O cristão e a Palavra de Deus. – Em o Novo Testamento encontramos várias atitudes que o cristão deve tomar em relação à Palavra de Deus, a fim de que não venha tropeçar (Rm 10.17; 1 Ts 1.6). O crente necessita ouvir a Palavra, recebê-la e também nela meditar (Sl 1.2). A Palavra precisa ser aceita e acolhida por nossas mentes e corações. Quantos tropeçam porque não recebem aquilo que Deus está a lhes falar? Armar-se com a Palavra é outra atitude fundamental para não fracassar (Ef 6.17). Contudo, o que adianta armar-se com a Palavra ou estar cheio dela se não soubermos como usá-la? É preciso manejar bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15).
A palavra de Deus é uma das chaves do sucesso espiritual do crente vários são os seus benefícios:
- A Palavra faz com que o crente não peque (Sl 119:11), Daniel, Hananias, Misael e Hazarias (Dn1:8) propuseram em seus corações em não se contaminar com os manjares do rei, ou seja, eles tinham a palavra guardada em seu corações. José foi outra exemplo que mesmo longe de sua Pátria, vendido pelos seus irmãos, acusado de um crime que não havia cometido não pecou pois a Palavra de Deus estava guarda em seu coração, seu testemunho no Egito foi tão forte que o próprio Faraó reconheceu o seu testemunho a ponto de falar “…Achariamos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus” (Gn 41:38);
- A Palavra purifica os nossos caminhos …”Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra”(Sl 119:9). O salmista já sentia a dificuldade de um jovem purificar o seu caminho mas encontrou a resposta na palavra de Deus. Não somente o jovem, mas todos os crentes de hoje e sempre purificarão os seus caminhos se observarem a Palavra do Todo Poderoso;
- A Palavra nos guia seguramente (Sl 119:105). Andamos em mundo globalizado, onde o pecado “reina”, um mundo escuro pelo mal e assim como um soldado precisa de uma lanterna para andar a noite na mata, nós precisamos da Palavra para andar na floresta negra da nossa vida terrena.
- A Palavra produz milagres. “… mas porque mandas, lançarei a rede…”(Lc 5:5). Acreditar na palavra nos faz ter uma vida repletas de milagres e exercita nossa fé, lembrando que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb11:6)
- A Palavra é alimento (MT 4:4 e Lc 4:4). Jesus após o jejum de quarenta dias deu testemunho de que o alimento mais importante para homem é a Palavra que sai da boca de Deus;
- A Palavra de Deus faz o homem prosperar (Js 1:8). Este foi o conselho de Deus a Josué ele deveria meditar na palavra de dia e de noite e não se desviar dela nem para direita nem para esquerda. O Senhor no Salmo 1 chama o varão que medita em sua palavra de bem aventurado. “Meditar” (em hebraico hagab) significa ler em silêncio ou falar consigo mesmo internamente, a medida que se pensa. Abrange refletir sobre as palavras e caminhos de Deus, e aplicá-la a cada aspecto da vida (Sl 1:2, 63:6; 77:12; 143:5);
- A Palavra Liberta (Jo 8:32) A palavra nos liberta do velho Adão qe as vezes tenta falar mais alto. Davi confiou na palavra de Deus e a obedeceu tendo a sua vida restaurada.
SINOPSE DO TÓPICO (1) A Palavra de Deus é fundamental no processo de restauração, atuando como luz em nossas densas trevas.

 
 

Colocando o dedo na ferida alheia



Por Elvis Brassaroto

Militantes sinceros de certos grupos religiosos, notadamente os ecumênicos, se indignam com a facilidade e a habilidade que temos em apontar os erros doutrinários alheios. O impacto de nossas matérias promove reações que não conseguem permanecer no anonimato. Respeitamos os posicionamentos e as críticas, mas isso não significa concordância.

Percebemos, na maioria das vezes, um teor emocional muito mais intenso do que o racional, o que nos fez indagar o porquê desta característica.

Alguém já disse que a verdade dói. Pegando as palavras de Jesus, diríamos que a função primária da verdade não é causar dor, antes, é libertar (Jo 8.32,36). Mas é fato que, às vezes, a libertação pode causa dor, mormente quando se trata de reconhecer nossos erros. Um ponto que merece ser destacado: o reconhecimento de nossos erros.

Espera-se, realmente, que um apologista dedicado ao estudo sistemático das doutrinas bíblicas e religiões seja hábil em censurar deslizes doutrinários. Todavia, como nos comportaríamos se o desafio fosse o inverso, ou seja, reconhecer os acertos doutrinários de tais grupos?

Acreditamos que um dos fatores que colaboram para que os sectários questionem e, às vezes, escarneçam da defesa cristã é a maneira parcial e tendenciosa com que os fatos são apresentados. Não queremos dizer com isso que as matérias que publicamos se encaixem neste perfil. Pelo contrário, acreditamos que, neste caso, as reações dos sectários atuaram como evidência cabal de um trabalho que vem dando fruto e é dirigido e mantido por Deus. Os testemunhos são muitos e variados. Apenas tomamos as reações que recebemos como ponto de partida para a nossa reflexão. Se não considerarmos a questão como ela é digna, podemos ser responsáveis por desvirtuá-la. Isto é cabível especialmente para outras frentes, em outros âmbitos, pois sabemos que nossos leitores tomam nossas publicações e as aplicam em situações de confronto doutrinário. Como será que estamos fazendo isso?

Devemos considerar a questão, pois é certo que muitos sectários fiéis enxergam na simples tentativa de imparcialidade um critério valorativo poderoso para julgar nossas verdadeiras intenções. Reconhecer as virtudes alheias é um ponto saliente que pode ser explorado como estratégia. Isto não quer dizer que devamos fazê-lo hipocritamente ou apenas sob pretexto de proselitismo. Deve ser algo natural, involuntário, e isso pelo simples fato de ser o produto do caráter de uma pessoa justa. A atenção em apresentar os fatos de forma honesta e sem manipulações deve atuar como um exercício a ser cultivado pelo apologista cristão.

A verdade bíblica é a bandeira que elevamos no julgamento das seitas. Ocorre que esta verdade pode ser parcialmente encontrada nas seitas também. É claro que isto não basta, pois ninguém pode ser “parcialmente salvo”. Mas o que queremos colocar é que nem tudo o que uma seita prega é errado ou antibíblico e é justamente esse o elemento que as torna perigosas. Será que temos a sensibilidade de enxergar as virtudes com a mesma facilidade que temos de enxergar os defeitos?

Não interprete mal a mensagem. Não estamos aqui fazendo apelo para que nossos irmãos se aprimorem em dirigir louvores às falsas religiões. Seria uma conclusão injusta diante da proposta que queremos compartilhar. Não se trata disso. Queremos, apenas, assentar que o desmerecimento deste aspecto positivo de forma integral e obsessiva pode também figurar como um erro de nossa parte. Se este for o caso, temos de admitir a verdade, reconhecer o nosso erro e mudar de atitude.

Ao desacreditar um sistema doutrinário de crenças, o apologista deve ter em mente que está colocando “o dedo na ferida dos outros”. Não há como evitar isto. É um trabalho que precisa ser feito. Judas bem quis escrever à igreja sobre a salvação comum, mas sentiu necessidade de nos exortar a batalhar pela fé (Jd 3). Alguém tem de assumir este chamado. A questão de autoridade aqui é: qual é o nosso objetivo ao colocar o dedo na ferida alheia? Intensificar a dor? O sangramento? Aumentar o machucado? Eis a questão que só pode ser entendida com a maturidade dos apologistas cristãos.

Nosso escopo (intenção), ao tocar na ferida do sectário, deve ser somente o de cuidar, tratar, por o bálsamo curativo. É verdade que inicialmente quase nunca ele entenderá isso, mas que criança nunca receiou da aplicação de uma injeção e depois se beneficiou dela com a restauração de sua saúde? É um processo natural, mas que se delineia de forma delicada. Sabemos que, na prática, a realidade não é tão simples e terna, porém, temos de argumentar a nossa fé sem sermos injustos com a fé do próximo.

A analogia referida nos remete à profissão de um enfermeiro ou médico. No nosso caso, o “diploma” para exercer a profissão é a compaixão, o amor. É possível se aventurar a fazer curativos aos milhares sem deter os créditos necessários, porém, o resultado se apresentará fracassado.

Precisamos constantemente rogar a Deus para que nos sensibilize quanto a esta questão, bem mais profunda do que foi possível comentar aqui. Se nos analisarmos e detectarmos alguma falta em nós mesmos, é melhor não colocarmos o dedo na ferida dos outros. Antes, será melhor cuidarmos de cicatrizar a nossa primeiro!

 

Estado de São Paulo pratica pena de morte ilegal

 

Estudo detalha violência extrema da polícia paulista. Organizadores do dossiê alertam que conclusões, porém, podem se estender para outras localidades brasileiras

 

Observatório da Segurança Pública
Vítimas da pena de morte ”extrajudicial” são jovens entre 15 a 24 anos

Renata Camargo

Dossiê elaborado por diversas entidades ligadas ao combate à violência no país revela que a polícia do estado de São Paulo pratica a pena de morte, ainda que esse tipo de condenação seja ilegal no Brasil. Embora o estudo tenha se concentrado na análise do comportamento da polícia paulista, os organizadores do dossiê alertam que as conclusões da pesquisa não representam uma realidade apenas de São Paulo. Como explica a historiadora Angela Mendes de Almeida, do Observatório das Violências Policiais de São Paulo, boa parte das constatações apresentadas no mapa de extermínio de São Paulo pode ser estendida para outros estados brasileiros.

O estudo, denominado Mapas do Extermínio: execuções extrajudiciais e mortes pela omissão do estado de São Paulo, revela que a polícia paulista tem usado a força letal de forma arbitrária e que o grau de extermínio de civis no estado é superior aos níveis mundiais aceitáveis.

As organizações trazem dados oficiais e extra-oficiais sobre o extermínio de civis feito por policiais em chacinas, em execuções sumárias aplicadas por agentes em serviço e fora de serviço e em mortes misteriosas de pessoas que se encontram sob custódia do Estado. As vítimas dessa “pena de morte extrajudicial” são, em sua maioria, jovens entre 15 a 24 anos de idade, moradores das periferias de grandes cidades, afrodescendentes e pobres.

“Mesmo que não tenhamos legalmente a pena de morte no Brasil, os dados apresentados no dossiê demonstram que está instituída uma pena de morte extrajudicial. A chance de um civil ser morto por policiais em São Paulo é muito superior do que em Nova York, por exemplo. No Brasil, existe uma política de enfrentamento de uso da força, que não tenta apenas imobilizar o suspeito, e sim matar”, conclui uma das responsáveis pelo documento, Gorete Marques, da ACAT-Brasil (Ação dos Cristãos para a Abolição da Tortura).

Leia a íntegra do dossiê Mapas do extermínio no estado de São Paulo

Cenário

A situação verificada em São Paulo repete-se em outros estados, como o Rio de Janeiro, por exemplo. Angela relembra o episódio do helicóptero da Polícia Militar carioca derrubado por traficantes durante operação no Morro do Macaco em outubro deste ano. Na ocasião, dois atiradores de elite da PM foram mortos, após os tiros vindos do morro atingirem a hélice do helicóptero.

 “A polícia do Rio passa de helicóptero no morro e atira para matar. Quando os tiros vêm de baixo para cima, é um escândalo. As nossas autoridades federais e estaduais chamam todas as pessoas que são mortas de bandidos. Mas a maior parte dos que morrem não é traficante, é simplesmente favelado. E, se for traficante, também não dever ser morto sumariamente, pois não existe pena de morte no Brasil”, alerta Angela.

O dossiê analisa dados de 2000 até o primeiro semestre de 2009, o que corresponde ao período de três gestões de governadores do estado de São Paulo. São apresentados dados de parte da gestão do ex-governador Mario Covas (PSDB) (1999-2001), todo o mandato do também governador tucano Geraldo Alckmin (de 2001 a 2006) e a atual gestão do governador tucano José Serra (a partir de janeiro de 2007).

Extermínio

No Brasil, a Constituição Federal proíbe a pena de morte (inciso XLVII, art. 5). Entre outros dados, o dossiê analisa a relação entre o número de civis mortos e civis feridos em ação policial e a quantidade de civis e policiais mortos. O documento faz um comparativo entre informações envolvendo ações policiais nas cidades de São Paulo e Nova York (Estados Unidos).

De acordo com informações da Uniform Crime Reports e NY Law Enforcement Agency, em 2002, 12 civis e dois agentes de polícia foram mortos em ações policiais em Nova York. Naquele mesmo ano, segundo dados da Secretaria de Segurança do estado de São Paulo, 610 civis e 59 policiais foram mortos em ações da polícia na capital paulista.

“A polícia no Brasil mata muito mais do que as de outros países. O Estado brasileiro utiliza um sistema de extermínio. As polícias são ensinadas a matar e tomam gosto por matar. Mas não é para matar qualquer um, é para matar na periferia”, afirma Angela. “O Estado brasileiro deveria assumir que ele mata, manda matar e deixa matar. E o Judiciário sanciona isso, arquivando os processos que começam a andar”, acusa.

O documento também revela a relação entre pessoas mortas e feridas em ações policiais. Enquanto em Nova York, 12 civis foram mortos e 25 foram feridos em 2002, em São Paulo no mesmo ano morreram 610 civis e 420 ficaram feridos. De acordo com o estudo, essa proporção sugere que o comando da segurança pública tem incentivado uma postura mais agressiva da polícia na abordagem de civis.

“Há uma pena de morte não oficial instaurada. A maior parte desses crimes são crimes misteriosos e que envolvem morte de jovens. A juventude está sendo ameaçada. 63% das pessoas que estão na prisão têm de 18 a 28 anos. O que falta efetivamente aos governantes estaduais é fazer políticas para a juventude”, avalia o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara, deputado Luiz Couto (PT-PB).

 
 

O PECADO DE DAVI E SUAS CONSEQUÊNCIAS

 


Texto Áureo: II Sm. 11.1 – Leitura Bíblica em Classe: II Sm. 11.2,4,5,14-17
Objetivo: Mostrar que a resposta à tentação para pecar não é ignorá-la ou ser-lhe indiferente, mas invocar as promessas bíblicas pela fé em Cristo.
INTRODUÇÃO
Davi, o homem segundo o coração de Deus, se deixou levar por sua vaidade. E, como todos os homens, a exceção de Cristo, também pecou. Na lição de hoje extrairemos algumas lições a respeito desse triste episódio na vida de Davi. Inicialmente contextualizaremos o seu pecado, mostraremos as condições existenciais para que esse ocorresse. Em seguida trataremos especificamente a respeito do seu pecado e ao final, mostraremos as conseqüências do pecado de Davi a fim de extrairmos lições para a vida cristã.
1. O DESEJO DESENFREADO DE DAVI
O narrador bíblico diz, em II Sm. 11, que Davi estava em Jerusalém. Enquanto isso, seus subordinados se arriscavam na guerra contra os amonitas. Após a refeição, o rei fez sua sesta, e em seguida, caminhou pelo terraço do palácio, perambulando de um lado para outro, em inquietação extrema. Em sua posição estratégica, acima dos demais moradores da cidade, a tudo observava do alto até que seus olhos pairam na direção de uma mulher mui formosa que se banhava. Davi não levava em conta os sentimentos pessoais dela, por isso, numa atitude de abuso sexual, envia seus mensageiros a fim de se relacionar sexualmente com ela. É digno de destaque que o nome de Bate-Seba somente é citado depois dos primeiros versículos desse capítulo, isso porque, para Davi, ela, a princípio, não passava de uma mulher. Mas Bate-Seba, a mulher com a qual Davi se envolveu impulsivamente, engravidou, consequentemente, o rei ficou preocupado. A fim de encontrar uma saída, Davi chamou Urias, o heteu, para coabitar com Bate-Sete, sua esposa, a fim de que a gravidez fosse encoberta. Em respeito ao rei e aos demais guerreiros, Urias se deitou à porta da casa real, decidindo a permanecer com todos os servos de Davi. Diferentemente de Davi, Urias demonstrou fidelidade e não quis usufruir do seu direito para cumprir a satisfação própria. Sua atitude também demonstra solidariedade em relação aos seus colegas soldados. Por fim Davi toma uma decisão extrema, e, para desposar Bate-Seba, planeja a morte de Urias. Muitas vidas são postas em risco para que a vontade egoísta do rei seja levada adiante.
2. O PROFETA REPREENDE O REI DAVI
O rei de Israel deveria submeter-se à palavra profética, por esse motivo, o Senhor enviou Nata, o profeta, para repreender o rei pelo seu pecado. Nata conta-lhe uma história a respeito de dois homens – um rico e um pobre – o primeiro tinha ovelhas e gado em grande número, mas o segundo apenas uma cordeirinha. Para recepcionar um hospede, ao invés de sacrificar uma das suas muitas ovelhas, o homem rico toma a ovelha de estimação do pobre e a prepara para o banquete. A reação de Davi, revoltado pela atitude descabida do homem rico, é imediata e contundente: o homem que cometeu tamanha atrocidade deva ser morto. Interessante que Davi não conseguiu identificar-se naquela história. Uma demonstração da evasão humana diante do pecado. O ser humano prefere apontar seu dedo na direção do outro ao invés de reconhecer seus erros. Uma pesquisa comprovou que uma das frases menos ditas é: “eu errei”. A repreensão profética se fez necessária a fim de que, como diante do espelho, Davi tomasse consciência do seu pecado: Tu és o homem. Esse trecho da Escritura nos revela o poder de desvelamento da Palavra de Deus, sendo essa, conforme está escrito em Hb. 4.12,13: “é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”. O pecado de Davi não ficaria impune, por isso, uma série de conseqüência adviria das atitudes do rei de Israel. Ninguém pense que o pecado não trará suas mazelas, pois o que homem plantar isso também ceifará (Gl. 6.7).
3. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
Não há como conviver amistosamente com o pecado, pois o que o homem plantar isso também ceifará (Gl. 6.7). Essa é uma verdade que pode ser constatada na realidade do pecado de Adão e Eva (Gn. 3.1-6). Algumas vezes, como no caso de Davi, o pecado não apenas atinge o indivíduo pessoalmente, também aqueles que lhe cercam. Uma das conseqüências primárias do pecado, depois de reconhecido, é a tristeza, atingindo o ser humano emocionalmente (Sl. 6.6), ainda que essa tristeza possa conduzir ao arrependimento (II Co. 7.10) Essa porém não é a conseqüência imediata do pecado, antes o distanciamento do Seu Criador (Rm. 3.23). O pecado é uma transgressão dos mandamentos do Senhor que é Santo (I Jo. 3.4; Rm. 4.15). Por esse motivo, quando o pecado ocorre não apenas o pecador se entristece, também entristece o Espírito Santo, que o selou para o dia da redenção (Ef. 4.30). Uma outra conseqüência do pecado não arrependido é o efeito cascata, isto é, um erro pode conduzir a outros sucessivos. O envolvimento sexual de Davi com Bate-Seba o levou a um outro pecado, o assassinato de Urias. O pecado de um determinado indivíduo também pode levar outras pessoas – algumas vezes que nada têm a ver com o caso – ao sofrimento. Urias padeceu por causa do pecado de Davi, demonstrando, assim, a implicação social do pecado humano. Por fim, mas não por último, o pecado tem implicações psicossomáticas, ou seja, a menos que haja arrependimento e confissão, males sobrevirão ao corpo, por isso Paulo advertiu os crentes de Corinto que entre eles havia “muitos fracos e doentes e muitos que dormem” (I Co. 11.30).
CONCLUSÃO
O pecado do cristão precisa ser confessado e abandonado (Tg. 5.16). Como Davi, é preciso reconhecer os pecados pessoais perante Deus (Sl. 41.1). A Palavra de Deus diz que os que confessam seus pecados e os deixam alcançarão misericórdia (Pv. 28.13). Aqueles que assim o fazem desfrutarão da bem-aventurança do Sl. 32.1-2, pois o Senhor não atribui iniqüidade. Caso contrário, os ossos envelhecerão, a alma passará por gemidos, e a mão do Senhor pesará (Sl. 32.3,4).
BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

 

 

"Israel é o maior perigo para a paz mundial"

Sessenta por cento dos europeus vê Israel como o maior perigo para a paz mundial. Foi o que mostrou uma pesquisa de opinião realizada pela União Européia com a participação de 7.500 pessoas de 15 países-membros da UE (500 de cada país). Em segundo e terceiro lugar apareceram o Irã e os Estados Unidos, seguidos pela Coréia do Norte, pelo Afeganistão e pelo Iraque. Em relação a Israel, a metade dos europeus crê que os cinco milhões de judeus do Estado de Israel são uma ameaça maior para a paz no mundo do que seus vizinhos árabes, que somam 500 milhões de habitantes e nos últimos anos tentaram acabar com Israel através de diversas guerras de agressão. Desse modo, cinqüenta por cento dos europeus concordam com os muçulmanos, que afirmam ser Israel o demônio do mundo.

O Ministério do Exterior de Israel reagiu indignado à publicação dos resultados negativos da pesquisa, que prejudicam ainda mais a imagem de Israel perante o mundo. "Por que, afinal, uma pesquisa dessas foi feita? E por que a União Européia publicou os resultados?" No Ministério do Exterior e no gabinete do primeiro-ministro de Israel supõe-se que a UE deseja arruinar a imagem do Estado judeu. Diferentemente do que ocorre nos países muçulmanos ou na Coréia do Norte, Israel se vê confrontado com um perigoso terrorismo. Mas essa realidade não foi mencionada na pesquisa. Simplesmente perguntou-se às pessoas qual país elas consideravam a maior ameaça para a paz no mundo. "O fato da UE ter apresentado apenas uma lista de quinze países foi uma tática desonesta e influenciou de antemão os entrevistados", afirmaram funcionários do Ministério do Exterior. Um porta-voz do Vaticano condenou a publicação da pesquisa da UE, classificando-a de anti-semitismo maldoso.

Terrorismo é legal; combatê-lo é ilegal

 

O que teria motivado os europeus a assumirem essa posição antiisraelense seriam as constantes imagens de soldados israelenses armados presentes nos territórios palestinos e o controverso muro de segurança ao redor dos territórios autônomos palestinos.

O ministro israelense para Assuntos Judeus na Diáspora, Natan Sharansky, avalia que aumentam as evidências de que a crítica política dos europeus oculta uma postura anti-semita. "Os europeus, que tanto se empenham pelos direitos humanos no mundo inteiro, finalmente deveriam coibir a lavagem cerebral contra Israel e o denegrimento do Estado judeu nos países árabes", declarou Sharansky.

Para o Centro Simon Wiesenthal de Los Angeles, a pesquisa é um sinal de que a mídia européia fez um "bom trabalho" e alcançou seus objetivos nos muitos anos em que passou condenando Israel. O que teria motivado os europeus a assumirem essa posição antiisraelense seriam as constantes imagens de soldados israelenses armados presentes nos territórios palestinos e o controverso muro de segurança ao redor dos territórios autônomos palestinos. A luta de Israel contra o terrorismo passou a ser considerada pelos europeus como evidente agressão ao povo palestino, enquanto o terrorismo é apresentado como legítimo e justificado.

Cartão amarelo para Israel

Conforme o Dr. Alon Li’al, os europeus repreenderam Israel com um cartão amarelo, como ocorre nos jogos de futebol. "Devemos nos perguntar se os europeus realmente nos odeiam ou se eles têm medo de nós porque representamos uma ameaça à paz mundial", disse o Dr. Li’al, que foi diretor-geral do Ministério do Exterior no governo de Barak. Na sua opinião, os europeus têm medo. Esse medo, porém, não deveria tê-los induzido a usar truques políticos contra Israel. "Para estabelecer a paz sempre são necessárias duas partes interessadas. Mas o mais importante "parceiro" de Israel, Yasser Arafat, o chefe da OLP, foi excluído da pesquisa da UE", declarou o Dr. Li’al. "Em 1994 os europeus recompensaram Arafat com o prêmio Nobel da Paz e agora ele foi mais uma vez honrado pela UE. O arquiteto da presente onda de violência não foi mencionado na pesquisa e, assim, foi poupado."

 
 

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A expansão do Reino Davídico

TEXTO ÁUREO

“E Davi se ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o SENHOR, Deus dos Exércitos, era com ele” (2 Sm 5.10). Da mesma maneira que os capítulos 3 e 4 detalham como os da casa de Saul se iam enfraquecendo, assim também os capítulos 5 a 10 mostram como Davi se ia fortalecendo. Defere-se que a principal causa desse crescimento de Davi era a presença constante e soberana do Senhor nele (1 Sm 16.18). A Verdade Prática de hoje afirma: “O reino de Israel se tornou forte e respeitado tendo Davi como seu rei. O segredo de todo esse êxito foi a bênção de Deus.” Quando o Senhor está no controle, tudo vai bem.

OBJETIVOS

- Relatar a importância da cidade de Jerusalém para Israel e para a Igreja;
- Reconhecer que todo reino bem-sucedido suscita reações distintas;
- Identificar o legado de Davi para a história bíblica e para a Igreja.

Palavra Chave:
Expansão: – Fazer crescer, ampliar, desenvolver-se. [Davi capturou Jerusalém e fez dela a capital eterna de Israel. Anexada à Israel, Davi tornou essa cidade num tipo de centro espiritual do mundo, além do que, veio a ser o centro da obra redentora efetuada por Deus em nosso favor. Foi em “Tzion” que Cristo realizou nosso resgate no calvário e também venceu a morte, e também foi lá que ele mesmo derramou sobre os discípulos o Consolador... Davi deu a partida, com sua obediência, com sua visão, com sua persistência... como Davi, a Igreja deve expandir o Reino de Deus, sem temer os coxos e cegos.]

INTRODUÇÃO
Davi é lembrado e respeitado por seu coração voltado a Deus, apesar de suas fraquezas, possuía uma fé inabalável na fiel e perdoadora natureza de Deus. Na lição anterior vimos que Davi precisou pôr em prática tudo que aprendeu em suas peregrinações quando fugia de Saul, precisou de muito ‘jogo de cintura’, muitas manobras políticas, e acima de tudo, precisou da fidelidade divina. A ascensão de Davi ao trono não foi pacífica, pelo contrário, foi cruenta e envolveu guerra civil. Mas não obstante tudo isso, mesmo enfrentando as investidas das nações vizinhas, e também conflitos internos, familiares e governamentais, Davi cresceu e prosperou, pelo fato de obedecer à direção de Deus para sua vida. A vida desse que foi o maior rei de Israel e predecessor do Messias, nos ensina que a disposição para admitirmos honestamente os nossos erros e fracassos é o primeiro passo para lidarmos com eles, e nos dá a consciência de que o perdão divino não irá remover as conseqüências do erro, e acima de tudo, nos mostra que Deus deseja a nossa total confiança e adoração!

I. A NOVA SEDE DE UM NOVO REINO

1. Jerusalém e sua posição estratégica. Mencionada pela primeira vez na Bíblia sob o nome de Salém com seu rei e sumo-sacerdote Melquisedeque (Gn 14.18) veio a se tornar sob Davi a capital política e religiosa de Israel. A situação de Jerusalém entre as tribos do sul e as do norte explica a escolha de Davi. O nome da cidade é atestado desde o ano 2000 a.C.. A antiga cidade dos jebuseus (Dt 7) era naturalmente fortificada, encravada nas montanhas, o que a tornava militarmente estratégica e difícil de ser conquistada (Aqueles que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não pode ser abalado, mas permanece para sempre. Como estão os montes ao redor de Jerusalém, assim o Senhor está ao redor do seu povo, desde agora e para sempre. Sm 125.1,2), ocupava a colina de Ofel ou monte Sião ["Tzion" inicialmente se referiu a parte da cidade, mas depois passou a significar a cidade como um todo. Durante o reinado de Davi, ficou conhecida como Yir David (a cidade de Davi] designação da cidade que ocorre pela primeira vez na Bíblia aqui e a única em Samuel), entre os vales de Cedron e do Tiropeon; era dominada ao norte pelo cume onde Davi ergueu um altar (2 Sm 24.16) e Salomão o Templo (1 Rs 6) e o mesmo local onde Isaque foi livrado de ser sacrificado, monte Moriá, na eira de Omã (Gn 22.2; 2Cr 3.1).
Foi destruída por Nabucodonosor em 587 a.C (2 Rs 25) e em 70 d.C. pelo general romano Tito (Lc 21.20).
Jerusalém ou Sião virá a personificar o povo eleito (Ez 23; Is 62), é a morada de YAWEH e do seu Ungido (Sl 2;76.3; 110), o ponto de reunião de todos as nações (Is 2.1-5; 60), e é figura da nova Jerusalém mencionada em Ap 21.

2. Jerusalém e sua importância histórica. A cidade tem uma história que data do IV milênio a.C., tornando-a uma das mais antigas do mundo. Pesquisas arqueológicas indicam a ocupação de Ofel, desde a Idade do Cobre, ao redor do IV milênio a.C., com evidências de assentamentos permanentes durante o começo da Idade do Bronze (3000-2800 a.C). Acredita-se que Jerusalém como cidade tenha sido fundada pelos semitas ocidentais com assentamentos organizados em cerca de 2600 a.C.. Segundo a tradição judaica, a cidade foi fundada por Sem, filho de Noé e Éber, bisneto de Sem, antepassados de Abraão.

Considerada santa por judeus, cristãos e muçulmanos, é centro espiritual desde o século X a.C. No curso da história, Jerusalém foi destruída duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes, e capturada e recapturada 44 vezes. A origem do nome Yerushalayim é incerta, Alguns acreditam que é uma combinação das palavras hebraicas “yerusha” (legado) e “Shalom” (paz), ou seja, legado da paz. Outros salientam que a segunda parte da palavra seria Salem (Shalem literalmente “completo” ou “em harmonia”), um nome recente de Jerusalém. De acordo com um midrash “(Bereshit Rabá), Abraão veio até a cidade, e a chamou de Shalem, depois de resgatar Ló. Abraão perguntou ao rei e ao mais alto sacerdote Melquizedeque se podiam abençoá-lo. Este encontro foi comemorado por adicionar o prefixo Yeru (derivado de Yireh, o nome que Abraão deu ao Monte do Templo) produzindo Yeru-Shalem, significando a “cidade de Shalem,” ou “fundada por Shalem.” Shalem significa “completo” ou “sem defeito. Por isso, “Yerushalayim” significa a “cidade perfeita”, ou “a cidade daquele que é perfeito”. O final -im indica o plural na gramática hebraica e -ayim a dualidade, possivelmente se referindo ao fato que a cidade se situa em duas colinas. O pronunciamento da última sílaba como -ayim parece ser uma modificação posterior, a qual não havia aparecido no tempo da Septuaginta.”(http://pt.wikipedia.org/wiki/Jerusal%C3%A9m)

Mencionada no Antigo Testamento como “A Cidade de Davi” e também no Novo como “Cidade do grande rei”, por exemplo, em sua carta aos Gálatas, o apóstolo Paulo faz um interessante contraste entre a Jerusalém histórica, a qual ele chama de terrena, e a Jerusalém espiritual, a qual ele chama de lá de cima (Gl 4.25,26). No perfeito estado eterno de “um novo céu e uma nova terra” (Ap 21), Deus fará a nova e resplandecente Jerusalém descer do céu e pairar nas alturas acima da nova terra (vv.1,2). Que cena maravilhosa não será?! Leia Apocalipse 21.10,11. Jerusalém possui não somente uma posição estratégica, mas também uma importância histórica para Israel e para a Igreja.

REFLEXÃO: “Deus nunca fez uma promessa que fosse boa demais para ser verdade”. D. L. Moody (Revista do Mestre)

CURIOSIDADE: A Bíblia se refere a duas “cidades de Davi”, uma por nascimento, outra por conquista. Por nascimento, lemos que: “Davi era filho de um efrateu de Belém de Judá, chamado Jessé, que tinha oito filhos.” (1Sm, 17.12). Por conquista, nos ensina a Bíblia que Davi marchou com seus homens sobre Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam o território e conquistou a fortaleza de Sião, que ficou sendo a cidade de Davi. (2Sm, 5.7). Assim, das duas cidades de Davi, uma o é por nascimento, outra por conquista. Porém, curiosamente, o Antigo Testamento refere-se apenas à Jerusalém quando aplica o título de “Cidade de Davi”. Talvez porque o título se aplicaria mais apropriadamente à cidade que Davi conquistou por seu mérito do que à sua terra natal. Já o Novo Testamento chama Belém de “Cidade de Davi”, pois busca-se associar o nascimento do Antítipo de Davi, o Messias, à sua descendência real, o que também é perfeitamente justificado.

II. UM REINO CRESCENTE DESPERTA INIMIGOS

1. Um período de conquista. Flavio Josefo diz que vieram a Hebrom seis mil e oitocentos homens da tribo de Judá, armados de lanças e de escudos, que tinham seguido o partido de Isbosete… todos, de comum acordo, declararam a Davi rei (História dos Hebreus, pág 152, CPAD, 1990). Uma vez unificado o reino, Davi sem demora, marcha para Jerusalém e dá início a suas conquistas militares. A marca registrada desse rei, o conselho do Senhor, é apresentada outra vez: após consultar o Senhor e fazer o que este lhe ordenara, obtem vitória contra os jebuseus, habitantes de Jerusalém (2Sm 5.6). Após derrotar os jebuseus, a Bíblia diz que “ouvindo, pois, os filisteus que Davi fora ungido rei sobre Israel, subiram todos para prender a Davi” (2 Sm 5.17). Entretanto, a Escritura informa-nos que ele “feriu os filisteus desde Geba até chegar a Gezer” (2 Sm 5.25).

Sobre a conquista de Jerusalém, também conhecida como a fortaleza de Sião (2 Sm 5.7), o Salmo 2 vai nos mostrar esse fato e apresentá-lo como sendo um tipo da conquista do Messias que viria (Sl 2.6). Isso se explica pelo fato de que não somente Davi se torna um tipo do Messias vencedor, mas a própria Jerusalém terrestre, um tipo da celestial (Gl 4.26).

2. Reconhecimento lá fora. Como acontece hoje na política global, quando Davi logrou êxito na investida sobre Jerusalém e consolidou o reino, de imediato, como que ‘reconhecendo a nova nação’ Hirão, rei de Tiro, cidade portuária da Fenícia, a cerca de 56 Km ao norte do monte Carmelo, envia ao rei Davi, um presente, acompanhado de embaixadores a fim de firmar uma aliança. Esse ato do rei de Tiro foi um sinal para Davi da aprovação divina e a confirmação de sua casa sobre Israel. Na política sabe-se que “não há ninguém bobo” (Presidente Lula), Hirão precisava dos produtos agrícolas da Palestina (Es 3.7) bem como das rotas comerciais que cruzavam Israel, agora um reino vitorioso e com uma política expansionista, era vital então uma aliança, aliança essa que perdurou até Salomão.

O texto sagrado destaca que Davi “ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o SENHOR, Deus dos Exércitos, era com ele” (2 Sm 5.10). Essa presença divina na vida e no reinado de Davi foi notória até fora de Israel, o que é demonstrado pelos presentes trazidos pelos mensageiros enviados por Hirão, rei de Tiro (2 Sm 5.11). Esse é mais um exemplo de que a nação escolhida por Deus só avançava quando o seu Rei estava no comando e Davi ais que qualquer outro na história antiga de Israel, sabia reconhecer que no seu reinado todas as bênçãos materiais e espirituais sobre o povo, a terra e o culto divino procediam de Deus.

Essa expansão do reino de Davi despertava admiração e ao mesmo tempo inimizade (5.17).

III. NOVO REINO, NOVOS ALVOS A ALCANÇAR

1. Adoração ao Senhor. A Arca da Aliança foi capturada pelos filisteus e permaneceu em seu poder por sete meses, sendo posteriormente restituída a Israel e levada para Quiriate-Jearim (1Sm 7.2), no decurso de todo o reinado de Saul, ela permaneceu lá, sendo negligenciada e ‘condenada’ à obscuridade, isso revela a total incúria daquele déspota para com a adoração em seu reinado. Ao assumir o trono, a preocupação de Davi foi em restaurar a adoração ao Deus de Israel. A Arca representava a direção, a provisão, o poder e a misericórdia de Deus. Ao trazer a Arca para o centro do seu governo, demonstrou a sua vontade em reconduzir a nação de volta ao seu propósito existencial: YAWEH e a Lei no centro da vida nacional.
Várias vezes no ano, os judeus subiam para essa cidade, situada 750 metros acima do nível do mar, na região montanhosa, entoando os Salmos de subidas ou de degraus, também chamados de Salmos de romagem, os quais eram cantados pelo povo que olhava para Jerusalém, se preparando para participar do louvor na cidade santa. Uma série de 15 destes Salmos (120 – 134),

2. Um projeto de construção. Davi acabara de se mudar para a casa de cedros que Hirão, rei de Tiro, lhe havia presenteado, viu a sua própria casa, agora um palácio real construído com material importado e desejou edificar uma casa (um templo) para Deus. Conhecedor do intento de Davi, o Senhor confirma a casa (dinastia) de Davi e diz que seria seu filho, Salomão, quem edificaria um templo ao Senhor. Cristo, o Antítipo de Davi, teve seu reino espiritual consolidado, agora nós, filhos do Rei, temos a comissão de construir um templo ao Senhor! Que maravilha! O salvo em Cristo agora é o templo e morada do Espírito Santo (Tg 4.5). Nesta era da Igreja, cada crente é santuário de Deus e, por isso, pode adorá-lo pelo Espírito Santo, que no crente habita, em qualquer lugar (1 Co 3.16). Quando vivemos no relacionamento correto com Deus, Ele pode derramar todas as suas bênçãos sobre nós. [... ] Após a morte de Saul, o Senhor deu a Davi uma promessa por meio de seu profeta Natã. A respeito de Salomão, o filho de Davi, Deus disse: “Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre” (2 Sm 7.13). E Deus acrescentou: “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre” (v.16). Esta promessa é a base da aliança davídica. A “casa” de Davi é uma referência a sua linhagem familiar. O “trono” de Davi simboliza o governo de sua família sobre o reino de Israel. O “reino” inclui tanto o povo como seu território. As gerações subsequentes de israelitas, tanto no NT como do AT, conheciam esta promessa e aceitavam-na como sendo literal: somente através da família de Davi haveria reis sobre Israel” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.37).

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- FINNEY, C. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2001.
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;
- Bíblia de Jerusalém – Nova Edição, Revista e Ampliada – Paulus;
- Dicionário Vine – CPAD
- História dos Hebreus, pág 152, CPAD, 1990

 
 

Relatora cede e ameniza projeto da homofobia

06/11/2009 - 06h20

Relatora cede e ameniza projeto da homofobia

Em busca de acordo com religiosos, senadora Fátima Cleide atenua proposta que torna crime a discriminação de homossexuais. Mais enxuto, novo texto reduz punição e também veda preconceito a idosos e deficientes

 

Roosewelt Pinheiro/ABr
Senadora diz que mudanças no texto não prejudicam direitos dos homossexuais

Thomaz Pires

A relatora da proposta que torna crime a discriminação contra homossexuais, senadora Fátima Cleide (PT-RO), apresentou esta semana na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) uma versão em que ameniza o teor do chamado PL da Homofobia. Na tentativa de demover a resistência de parlamentares ligados aos segmentos religiosos, Fátima enxugou substancialmente o texto anterior e excluiu qualquer menção direta a homossexuais, bissexuais, lésbicas ou transgêneros, termos substituídos pela expressão “orientação sexual”.

Os 12 artigos previstos no texto original foram reduzidos a quatro. O artigo oitavo, que previa a livre manifestação da afetividade ao universo LGBT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) foi simplificado com a retirada do detalhamento da escolha sexual. Além de encurtar a proposta, o novo texto também veda a discriminação de idosos e deficientes físicos, práticas já passíveis de punições em outras leis.

As alterações feitas pela relatora dividem entidades do campo LGBT, mas foram recebidas com simpatia pelo principal opositor ao projeto no Senado, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Ele sinaliza a possibilidade de um acordo, mas pede mais tempo para discutir o assunto. A relatora, entretanto, defende que o texto seja votado pela comissão ainda este ano.  

Veja a íntegra da nova versão do PL da Homofobia

Veja a versão anterior do PL da Homofobia, aprovada na Câmara

O novo texto tira o caráter específico do projeto, que havia sido concebido exatamente para defender os direitos do público LGBT, que não conta com uma lei exclusiva para assegurar sua liberdade. A nova versão também reduz as punições previstas. Os acusados de discriminação ou preconceito estarão sujeitos a reclusão de um a três anos em caso de impedir acesso a bares restaurantes ou locais semelhantes e abertos. O projeto original, o PL 122/06, previa reclusão de um a cinco anos.

O substitutivo apresentado amplia as leis que já proíbem a discriminação – mas que hoje se restringem a raça, cor, etnia, religião e procedência nacional. Ele passa a tipificar também como crime o preconceito por “gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero”.

“Congresso homofóbico”

Fátima Cleide (foto) admite ter cedido às manifestações dos parlamentares contrários para fazer as mudanças no novo texto, mas diz que não havia outra saída. Segundo ela, as alterações demonstram sua boa vontade para retomar o assunto.

“Não é possível que essa proposta continue parada com o novo texto. Se isso ocorrer, a sociedade pode falar com tranquilidade que o Congresso é homofóbico”, diz a senadora. “O projeto foi encurtado, mas não perde em nada na aplicabilidade e garantia dos direitos de quem sofre preconceito”, defende a petista.

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado deverá realizar uma última audiência pública, a pedido de Marcelo Crivella, antes de apreciar o novo texto da relatora. “Estamos articulando o debate com as entidades religiosas. As mudanças poderão ajudar. Mas ainda é preciso construir um consenso”, argumenta o senador. Devem participar do encontro, que ainda não tem data marcada, representantes de segmentos religiosos, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 

Resistência religiosa

Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e sobrinho do fundador da entidade, Edir Macedo, Crivella é taxativo ao dizer que os debates sobre o novo texto na comissão ainda devem se prolongar.

“Estamos empenhados em coibir a discriminação contra o homem. Agora, não vamos deixar de manifestar a posição da igreja. Da forma como o texto inicial foi apresentado, não dava para votar”, avalia. “O projeto só passou na Câmara porque era uma sessão de quinta-feira com plenário esvaziado”, completa.

O principal argumento apresentado pelos segmentos religiosos é que o projeto vai contra as liberdades individuais. Crivella alega que a proposta fere o direito de liberdade de culto, expressão, fé e opinião, uma vez que o assunto é tema recorrente em cultos religiosos. Com a aprovação da lei, pastores e padres ficam impedidos de fazer qualquer observação discriminatória contra o público LGBT, por exemplo. 

De acordo com a relatora na CAS, o texto ainda tem um longo caminho de tramitação no Congresso até virar lei. Caso seja aprovado pelo colegiado, será enviado para a Comissão de Direitos Humanos antes de seguir para o plenário. Como tende a ser modificado pelos senadores, o projeto deve retornar à Câmara, onde foi aprovado em 2006. A proposta original é de autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP). 

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DAVI UNIFICA O REINO DE ISRAEL

A escolha errada
“Então, todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, e disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações. (I Sm 8: 4 e 5)”.
O versículo acima descreve o desejo dos israelitas pedindo para o profeta Samuel que constituísse sobre eles um rei para que viesse governar aquela nação, como todos nós temos conhecimento, este desejo além de magoar o profeta Samuel, de uma forma direta estava rejeitando o governo direto do próprio Deus em suas vidas, assim mesmo disse Deus: “… pois não te tem (1º Sm 8.7)”. rejeitado a ti; antes, a mim me tem rejeitado, para eu não reinar sobre ele… Mesmo não sendo esta a vontade de Deus, mas este pedido foi aceito, o Senhor concede um rei sobre eles.
Ao princípio tudo muito bonito, a nação parecia bem, o reino também aparentava ser próspero e que continuaria nas mãos da família de Saul, em outras palavras o povo estava alegre (1º Sm 9.2; 10.22-24)! Deus ainda concedeu vitórias para aquele rei e seu povo (1º Sm 11.6,11), mas, passado um pouco de tempo, infelizmente, em vez do êxito através da obediência as ordens do SENHOR, veio a desobediência, e conseqüentemente a rejeição por parte de Deus: Porém Samuel disse:
Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei… Então Samuel lhe disse: O SENHOR tem rasgado de ti hoje o reino de Israel, e o tem dado ao teu próximo, melhor do que tu. (1º Sm 15. 22,23 e 28)”. Depois disto, atormentado, perseguindo Davi, consultando feiticeira, veio o trágico e triste fim da vida de Saul através do suicídio: “… Saul tomou a espada e se lançou sobre ela (1º Sm 31.4)”.
Esta foi a escolha do povo (ser igual as outras nações), desde o princípio têm sido assim, o povo escolheu o dilúvio em vez da arca de Noé ( capítulos 6, 7 e 8 de Gênesis); escolheram um bezerro de ouro em vez do Deus poderoso (Êxodo 32); escolheram murmurar e vaguear quarenta anos pelo deserto, em vez de possuir a terra prometida (Números 13 e 14); escolheram um rei (Saul) em vez do governo Divino; escolheram Barrabás em vez de Jesus Cristo (Mateus 27, Marcos 15, Lucas 23, João 18)…
São lições para nós, pois, muitos ainda estão escolhendo a vida de pecado e a condenação em vez das moradas celestes junto ao PAI; diz-nos o apóstolo Paulo: “E essas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram… Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos (1º Co 10. 6 e 11)”.
O Senhor Deus sempre exigiu a separação de Seu povo: “… Sede santos, porque Eu sou Santo (Lv 20.7; 1º Pe 1.16; Hb 12.14)”. Nós não podemos de maneira alguma amar ou sermos iguais/amigos deste mundo (Salmo 1; Jo 17. 14 e 16; = Tg 4.4; = 1º Jo 2. 15 ao 17).
O plano de Deus sempre será estabelecido
“Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei (Is 55.11). Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá? (Is 43.13)”.
Deus nunca é pego de surpresa, nunca está atrasado ou alheio aos acontecimentos, pelo contrário, tudo está sob Seu domínio, e sobre tudo Ele tem um plano e um propósito.
Parecia que o povo de Deus estava derrotado, sem rei e dispersos, mas existia um varão, um homem segundo o coração de Deus (1º Sm 13.14; At 13.22), que se entristecia com este “estado”, com esta situação, um homem que procurava viver sob a instrução e direção de Deus, obedecendo e exaltando o Rei dos reis (2º Sm 5. 19 ao 25), seu nome era Davi, o rei que
Deus escolheu pra reinar sobre Israel.
Sempre consultando ao Senhor Deus, (2º Sm 2.1), depois de peregrinar pelos montes e cavernas, por causa da perseguição de Saul, a hora que Deus tinha determinado chegou, já em Hebrom (Judá), no meio da sua parentela, Davi foi aclamado rei (2º Sm 2.4), aonde reinou por sete anos. Mas não foi fácil, pois alguns ainda preferiam andar alheios á escolha de Deus:
Abner, um mal exemplo, constituiu sem aprovação divina a Isbosete como rei sobre uma grande parte do restante da nação israelita (2º Sm 2. 8-10), e muitos agem da mesma forma ainda nos dias hodiernos, constituindo pessoas nos mais diversos departamentos e cargos da igreja, (digo entre o povo de Deus tanto local quanto universal), simplesmente por conveniência, aparência, situação financeira privilegiada, amizade, outros se julgando mais capazes que os outros, tentam antecipar, ou num ditado popular, querem “dar uma mãozinha pra Deus” etc…, mas, infelizmente, muitos sem a CHAMADA e Escolha da parte de Deus, estão sendo reprovados, porque não aguardaram o “Tempo” de Deus em suas vidas. O Salmista ensina esperar com paciência (Sl 40.1).
Passada esta “prova”, Davi com certeza aprovado por Deus, finalmente recebeu a coroação total sobre a nação de Israel: “ENTÃO todas as tribos de Israel vieram a Davi, em Hebrom, e falaram, dizendo: Eis-nos aqui, somos teus ossos e tua carne. E também outrora, sendo Saul ainda rei sobre nós, eras tu o que saías e entravas com Israel; e também o SENHOR te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel, e tu serás príncipe sobre Israel. Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ao rei, em Hebrom; e o rei Davi fez com eles acordo em Hebrom, perante o SENHOR; e ungiram a Davi rei sobre Israel. Da idade de trinta anos era Davi quando começou a reinar; quarenta anos reinou. Em Hebrom reinou sobre Judá sete anos e seis meses, e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá… E Davi ia, cada vez mais, aumentando e crescendo, porque o SENHOR Deus dos Exércitos era com ele (2º Sm 5. 1-5 e 10)”. Finalmente o reino de Israel estava unificado. A vontade do Soberano Deus foi outra vez estabelecida. Este sim é o Grande Deus, que tem o Poder em suas mãos e faz o que lhe apraz.
Novamente Davi nos ensina quando nos capítulos 6 e 7 de 2º Samuel, ele demonstra o zelo que tinha pela Presença do Senhor, representada na arca. Assim disse nosso amado irmão comentarista, e eu reproduzo aqui que não se pode governar, reinar ou fazer qualquer outra coisa com êxito, se há negligência no culto a Deus, pois Jesus mesmo disse em João 15.5:
“Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.
E hoje, nós a igreja, o corpo de Cristo, precisamos cumprir as palavras de Paulo aos Efésios: “Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só SENHOR, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós (Ef 4. 3-6)”.
Mas, em muitos lugares, em muitas igrejas, em vez da unificação para as coisas boas, para a santificação, para o amor, para a consagração, etc… existe apenas um grande ajuntamento de pessoas, muitas destas sem objetivo algum, iguais ondas do mar quando vem o vento forte, levados de uma para outra parte, que muitas vezes se unem para o que é errado, estão unidos para plantarem as discórdias; uniram-se para desfazerem das boas doutrinas e bons costumes em que fomos ensinados. Judas disse assim:
“Estes são manchas em vossas festas de caridade, banqueteando-se convosco e apascentando-se a si mesmo sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações, estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas… Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse.
Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam que, no último tempo, haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências. Estes são os que CAUSAM DIVISÕES, sensuais, que não têm o Espírito (Judas 12,13,16,17,18 e 19)”. E Paulo em 2º Timóteo 4.3 e 4: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”.
Infelizmente estas coisas sempre aconteceram e acontecerão, mas lembro aqui e encerro com as palavras do escritor aos Hebreus (6.9) quando disse:
“Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos”. E as de Paulo na segunda epístola aos Tessalonicenses (2.15): “Então, irmãos, estai firmes e retendes as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa”.
Vamos guardar o que temos ouvido e aprendido, em nome de Jesus: “Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas (Hb 2.1)”.

 
 

Artigo

A política messiânica de Ahmadinejad

Imediatamente após assumir a presidência do Irã, Mahmoud Ahmadinejad começou a declarar sua crença no retorno iminente do Mahdi como base para suas atividades políticas. A despeito da crença tradicional de que ninguém pode prever a hora do retorno do Mahdi, Ahmadinejad freqüentemente afirmava que a vinda dele estava próxima, e até mesmo fez uma predição específica. Durante uma reunião com o ministro de Relações Exteriores de um país islâmico, ele disse que a crise no Irã “era um presságio da vinda do Imã Oculto (ou Escondido), que apareceria dentro dos próximos dois anos”.[1] Em um discurso feito em dezembro de 2006 em Kermanshah, Ahmdinejad desejou aos cristãos um Feliz Natal, e disse: “Eu, neste ato, anuncio que, com a ajuda de Deus, não está longe o dia em que Jesus voltará ao lado do Imã Oculto”.[2]

Ahmadinejad não apenas desejava proclamar a iminente vinda do Mahdi e, desta forma, dar legitimidade a sua política e suas ações ao associá-las com o Imã Oculto, como também se apresentou como sendo aquele que está em conexão direta com Deus. Em um discurso sobre o programa nuclear do Irã, ele afirmou ter “uma conexão com Deus” e exortou os iranianos a serem crentes verdadeiros para que Deus os apoiasse em sua luta justa em favor da tecnologia nuclear.

“Creiam[-me], falando legalmente, e aos olhos da opinião pública, nós fomos absolutamente bem sucedidos. Falo isso com conhecimento de causa. Certa pessoa me perguntou: ‘Você realmente possui uma conexão? Com quem?’ Eu respondi: ‘Tenho uma conexão com Deus’, uma vez que Deus disse que os infiéis não terão como fazer mal aos crentes. Bem, [mas] apenas se formos crentes, porque Deus disse: Vocês [serão] os vitoriosos. Mas os mesmos amigos dizem que Ahmadinejad diz coisas estranhas.

Se nós formos [verdadeiramente] crentes [islâmicos], Deus nos mostrará a vitória, e este milagre. Hoje é necessário que um camelo fêmea surja do coração da montanha[3] para que meus amigos aceitem o milagre? Não foi a Revolução [Islâmica] [suficientemente] miraculosa? O Imã [aiatolá Khomeini] não foi um milagre?”.[4]

Ahmadinejad também se apresentou como aquele que está inteirado das intenções e ações de Deus, o que se refletiu em sua afirmação de que “Deus designou o Imã Oculto para ser nosso sustentador”.[5] A reivindicação de ter um relacionamento direto com Deus também ficou evidenciada no discurso que ele fez quando de seu retorno ao Irã após ter se pronunciado na Assembléia Geral da O.N.U., em 2005. Ahmadinejad afirmou que, à medida que ele estava fazendo seu pronunciamento na O.N.U., sentiu-se “rodeado por um halo de luz” simbolizando a natureza messiânica de sua mensagem às nações do mundo.[6]

Os discursos de Ahmadinejad têm sido caracterizados pelo uso de termos messiânicos e pela ênfase na necessidade de preparar o terreno para o retorno do Mahdi.[7] Por exemplo, em um discurso feito em maio de 2007 na província de Kerman, ele disse: “Temos uma missão – fazer do Irã o país do Imã Oculto”.[8]

Como parte do compromisso dos ministros iranianos com essas preparações, e a partir da sugestão de Parviz Daoudi, assessor sênior de Ahmadinejad, eles assinaram um compromisso de fidelidade a Ahmadinejad.[9]

De acordo com sua política messiânica, Ahmadinejad também endossou uma tradição folclórica iraniana-xiita que afirma que o Imã Oculto dá importância especial à mesquita Jamkaran, em Qom – uma tradição que não tem sido apoiada pelas autoridades religiosas conservadoras.[10] Como parte dessa política, o ministro Iraniano da Cultura e da Orientação Educacional Islâmica, Mohammad Hossein Saffar Harandi, recebeu a ordem de jogar o compromisso de fidelidade dos ministros em um poço no pátio da mesquita Jamkaran, onde os crentes jogam suas orações e pedidos pessoais.

Blackstone
De acordo com sua política messiânica, Ahmadinejad também endossou uma tradição folclórica iraniana-xiita que afirma que o Imã Oculto dá importância especial à mesquita Jamkaran, em Qom – uma tradição que não tem sido apoiada pelas autoridades religiosas conservadoras.

Ahmadinejad também alocou 10 milhões de dólares para a renovação da mesquita e de seus arredores em preparação para o retorno do Mahdi, e, em 2005, gastou em torno de 8 milhões de dólares em refrigerantes para os peregrinos durante a celebração do aniversário do Mahdi.[11] O encorajamento do regime ao mahdismo também fica evidente no conteúdo do site do serviço de notícias do governo do Irã. Por exemplo, o site apresenta informações sobre a série iraniana de televisão chamada “O Mundo em Direção à Iluminação”, que trata da chegada iminente do Mahdi.[12]

Deve-se observar que as manifestações políticas das crenças messiânicas de Ahmadinejad eram evidentes mesmo antes de sua eleição à presidência do país. De acordo com relatos, durante seu mandato como prefeito de Teerã (2003-2005), a municipalidade imprimiu um mapa da cidade que mostrava, dentre outras coisas, o roteiro que será empreendido pelo Mahdi quando de seu retorno.[13]

No Seminário Internacional Sobre a Doutrina do Mahdismo, realizada no Irã nos dias 6 e 7 de setembro de 2006, durante as celebrações do aniversário do Mahdi, e tendo a participação de representantes de diversos países, Ahmadinejad enfatizou a natureza universal e ativa do mahdismo e convidou o Ocidente a aceitá-la:

Hoje, a humanidade está prosseguindo em direção à verdade. Hoje, a felicidade da humanidade depende de se prosseguir em direção à verdade. Hoje, nós convidamos a todos para prosseguirem em direção à verdade, uma vez que [a verdade] é o único caminho (...) Esta celebração [do aniversário do Mahdi] não é apenas para os muçulmanos, mas para todo o mundo. O Mahdi pertence a toda a humanidade (...).

O Imã Oculto não possui uma presença tangível entre nós, mas ele está sempre [aqui], e devemos preparar o caminho para seu rápido aparecimento (...) Alguns afirmam que, durante sua ocultação, sua [nobreza] está suspensa, mas isso não é verdade (...) Pelo contrário, devemos nos apressar em direção a ele e acelerar o passo para preparar o caminho para seu aparecimento. [Ele não aparecerá] se nós ficarmos sentados preguiçosamente. A humanidade deve avançar com rapidez em direção ao Imã Oculto a fim de alcançá-lo. Uma pessoa que [apressa ativamente a vinda do Imã] é diferente daquela que não o faz (...) Hoje, a humanidade está prosseguindo rapidamente em direção à perfeição, à verdade, à justiça, ao amor, à paz e à compaixão, e isso é possível apenas debaixo do governo do homem perfeito [i.e., o Imã Oculto].[14]

(extraído de www.memri.orgIsrael My Glory - http://www.beth-shalom.com.br)

Notas:

  1. Aftab (Irã), 16 de novembro de 2005, citado em Rooz (Irã), 12 de dezembro de 2005.
  2. Emrooz (Irã), 20 de dezembro de 2006.
  3. Isso se refere a um verso do Alcorão (7:73).
  4. Iran News (Irã), 15 de outubro de 2006. Para as informações a respeito das afirmações de Ahmadinejad acerca de sua conexão com Deus, veja MEMRI Special Dispatch, nº 1328: “Ahmadinejad, o presidente do Irã: ‘Eu tenho uma conexão com Deus, uma vez que Deus disse que os infiéis não terão uma maneira de prejudicar os crentes’; ‘Falta apenas um passo para chegarmos ao cume da tecnologia nuclear’; ‘O Ocidente não vai ousar nos atacar’.”. 19 de outubro de 2006, http://memri.org/bin/articles.cgi?Page=aechives&Area=sd&ID=SP132806.
  5. Fars (Irã), 1 de abril de 2006.
  6. Rooz (Irã), 1 de outubro de 2006.
  7. Para obter exemplos, ver Kayhan, 29 de setembro de 2005; agência de notícias Fars, 11 de outubro de 2005; Sharaq, 12 de novembro de 2005; agência de notícias ISNA, 16 de novembro de 2005; agência de notícias IRNA, 16 de abril de 2006; Kayhan, 23 de novembro de 2006; Emrooz, 20 de dezembro de 2006; Jomhouri-ye Eslami, 24 de dezembro de 2006.
  8. Aftab (Irã), 10 de maio de 2007.
  9. ILNA (Irã), 17 de outubro de 2005.
  10. Estudiosos xiitas estão divididos no que se refere ao status dessa mesquita. O diário Jomhouri-ye Eslami, que é afiliado dos seminários religiosos em Qom e que representa as visões dos importantes aiatolás dos seminários, declarou que a mesquita não é em nada diferente de qualquer outra (13 de setembro de 2006), enquanto que o semanário Parto-ye Sokhan, afiliado ao aiatolá Mohammad Taqi Mesbah-e Yazdi, citou a crença tradicional de que a mesquita havia sido construída baseada na ordem do Imã Oculto e que ela possui importância especial para ele (20 de setembro de 2006).
  11. Os xiitas celebram o aniversário do Imã Oculto no 15º dia do mês islâmico de Sha’ban, que, em 2006, coincidiu com o mês de setembro.
  12. Ver MEMRI Special Dispatch nº 1436, “Waiting for the Mahdi: Official Iranian Eschatology Outlined in Public Broadcasting Program in Iran” [Esperando pelo Mahdi: Escatologia Oficial Iraniana Esboçada em Programa de Noticiário Público no Irã], 25 de janeiro de 2007. http://memri.org/bin/articles.cgi?Page=archives&Area=sd&ID=SP143607.
  13. Os relatos afirmaram que “a distribuição de um mapa deturpado (...) mostrando o roteiro [que será empreendido] pelo Mahdi [quando de seu retorno] foi interrompida [seguindo] reações [críticas] de círculos políticos e religiosos. O mapa foi distribuído pela prefeitura de Teerã (...) mas as cópias foram recolhidas seguindo [as orientações críticas] de oficiais seniores do regime”. (site Hatef – aparentemente o site Hatef News, associado a patrocinadores de Rafsanjani – 5 de dezembro de 2005, citado em Rooz, 5 de dezembro de 2005).
  14. ISNA (Irã), 6 de setembro de 2006.

 

Davi unifica o Reino de Israel – I

 

Por


José Roberto A. Barbosa

 

 

 

Texto Áureo: II Sm. 3.9,10 – Leitura Bíblica em Classe: I Sm. 16.1,12,13; II Sm. 5.2

Objetivo: Destacar que a coração de Davi sobre Israel, além de cumprir as profecias que vaticinam esse episódio, revelam o propósito de Deus em estruturar e organizar a nação.

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje atentaremos para a atuação divina na unificação do reino de Israel. Inicialmente, refletiremos a respeito da trágica morte de Saul e suas conseqüência para o reino. Em seguida, destacaremos o papel de Davi na concretização dos planos de Deus. Ao final, veremos que os planos de Deus se cumprem de acordo com os propósitos que Ele mesmo estabeleceu, apesar das falhas e limitações humanas.

1. A TRÁGICA MORTE DE SAUL
O capítulo 31 do I livro de Samuel registra a trágica morte de Saul. Os filhos do rei são os primeiros a morrerem na batalha. Ao perceber a morte iminente, Saul deseja que seu escudeiro ponha fim à sua vida. Como esse se nega a fazê-lo, Saul, num ato de total desespero e para não ser humilhado pelos filisteus, lança-se sobre sua espada. Para o rei, seria preferível morrer a ser capturado pelos inimigos. Em decorrência da morte de Saul, houve uma dispersão do povo israelita, tornado mais fácil a ocupação das terras pelo exército filisteu. Esses festejaram a vitória sobre o rei de Israel adorando seus deuses e dedicando as armas de Saul no templo de Astarote. Esse deus, na concepção daquele povo, havia triunfado sobre o Deus de Israel. Na celebração, o corpo decapitado de Saul fora dependurado e exposto no muro da cidade de Bete-Seã. Em lealdade a Saul, e mesmo correndo riscos, os habitantes de Jabes-Gileade retiraram o corpo de Saul e de seus filhos da condição na qual se encontravam e levaram para Jabes-Gileade e os queimaram naquele local. Posteriormente os restos mortais de Saul e seus filhos foram levados para o túmulo da família (II Sm. 21.12-14). A vida de Saul, conforme lemos nessa passagem da Bíblia, tem um final trágico. Na verdade, esse rei tornou-se um exemplo de fracasso, um modelo a ser evitado. Saul contribuiu muito para sua ruína, pois se negou peremptoriamente a reconhecer que não mais era o escolhido de Deus. A obstinação o conduziu a todas as manobras possíveis a fim de permanecer no comando, ainda que essa não fosse à vontade do Senhor.

2. DAVI ASSUME O TRONO DE ISRAEL
Em II Samuel 2, lemos a respeito da ascensão de Davi ao trono. A situação geral de Israel era de fragmentação, pois faltava ao povo uma liderança que fosse capaz de unir o país. Então Davi consultou ao Senhor, demonstrando, assim, que, diferentemente de Saul, não confiava em seus próprios pensamentos. O Senhor orientou Davi para que seguisse rumo a Judá. No capítulo 5, Davi faz uma aliança com Israel e unifica o reino. Esse acordo fora feito no modelo de pastorado, considerando que a função primordial do rei deveria ser apascentar o povo de Deus. Tal atitude evitaria que o reinado fosse conduzido por meio da opressão, comum na monarquia (I Sm. 8.10-18). Por essa época Davi tinha 30 anos de idade, momento ideal para assumir essa responsabilidade (Nm. 4.3; Lc. 3.23). Antes disso, Davi precisou passar por algumas situações sombrias, dentre elas destacamos: 1) desenvolveu uma falsa segurança, já que Saul havia desistido de persegui-lo (I Sm. 27.4), e, justamente em conseqüência disso; 2) passou a viver entre os adversários de Israel, justamente em Gate, terra de Golias, submetendo-se a Aquis, sendo chamado de seu servo (I Sm. 27.6-7); e para conviver bem entre eles, 3) adotou uma atitude de tolerância, assumindo todas as práticas com naturalidade (I Sm. 29.1). Para tanto, vivia em duplicidade, isto é, de forma ambígua, e, se fosse o caso, mentia a fim de proteger preservar sua vida (I Sm. 27.11,12), perdeu sua identidade, não mais tinha relação com seu povo e sua pátria, não mais sabia a quem deveria satisfazer (I Sm. 29.8), por esse motivo, perdeu também a satisfação própria e caiu em angústia e depressão (I Sm. 30.1-4).

3. OS PLANOS DE DEUS SE CUMPREM
Apesar de suas falhas, os planos de Deus se cumpriram na vida de Davi. Após os anos difíceis no exílio, resultante também da morte de Saul, Davi se instalou em Hebrom (I Cr. 11.1-4). Naquele local ele consultou ao Senhor (II Sm. 2.1) ainda que antes disso, ainda no exílio, Davi, depois de ter passado por momentos de fraquezas, voltou-se para Deus, abrindo mão da segurança e satisfação própria (I Sm. 30.6). Em Hebrom Davi fora aclamado rei de Judá (II Sm. 2.4). Mas não sem oposição, pois Abner havia posto Isbolsete como rei sobre boa parte do território israelita. Mas o Senhor já havia planejado que Davi seria o rei de Israel (I Sm. 16.1). Nesse momento, testemunhamos o confronto entre a autoridade humana e a divina, pois o povo desejava que Isbosete e não Davi fosse o rei de Judá. Somente depois de sete anos Davi conseguiu unificar o reino de Israel, sendo, então, aclamado rei a fim de apascentar as ovelhas da casa de Israel (II Sm. 5.1,2). O rei Davi, em conformidade com o designo divino, deveria cuidar do povo, não explorá-lo. Essa é uma lição apropriada para alguns governantes que adentram à vida pública não com ideais de servir a Deus e ao povo, antes buscam enriquecimento ilícito e barganham com vistas aos interesses próprios. Alguns deles, infelizmente, ainda se dizem crentes e dão graças a Deus pelas “bênçãos materiais” que o Senhor os “concedeu”. Seguindo o modelo de Davi, aqueles que são chamados para as funções públicas, precisam primar pela obediência, pois essa é a vontade do Senhor (I Sm. 15.22).

CONCLUSÃO
A unificação do reino de Israel, realizada por Deus, através de Davi, possibilitou o desenvolvimento da nação. Isso se tornou possível porque Davi, apesar de suas falhas e limitações, confiou no Senhor e assumiu a posição para a qual fora chamado em obediência. O Salmo 78, nos versículos 70 a 72, resume a postura desse homem diante dessa responsabilidade: “Também elegeu a Davi seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas; E o tirou do cuidado das que se acharam prenhes; para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança. Assim os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou pela perícia de suas mãos”.

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

 

 
 

Os palestinos e seus vínculos com Hitler

A nova “Guerra Cultural” do Hamas reconhecerá seus laços históricos com o nazismo?

O Hamas, a organização terrorista especializada em alvejar civis, agora decidiu, de acordo com uma manchete do jornal americano The New York Times, mudar “de mísseis para guerra cultural”, num esforço para angariar apoio do público para sua causa. Parte de sua campanha de relações públicas em andamento é descrever os israelenses como os “novos nazistas” e os palestinos como os “novos judeus”. Para realizar essa transformação, será preciso se engajar em uma forma de negação do Holocausto, para apagar o registro histórico da ampla cumplicidade palestina com os “antigos nazistas” em perpetrarem o verdadeiro Holocausto. Tornou-se uma parte importante do mantra dos apoiadores do Hamas que nem o povo palestino nem sua liderança tiveram qualquer participação no Holocausto. Ouça Mahmoud Ahmadinejad falando aos alunos da Universidade Columbia, nos Estados Unidos:

“Mesmo que [o Holocausto] fosse uma realidade, ainda precisaríamos questionar se o povo palestino deveria estar pagando por isso ou não. Afinal, ele aconteceu na Europa. O povo palestino não teve nenhuma participação nele. Portanto, por que o povo palestino está pagando o preço por um evento com o qual ele não teve nada a ver? O povo palestino não cometeu nenhum crime. Ele não teve nenhuma participação na Segunda Guerra Mundial. Ele estava vivendo em paz com as comunidades judaicas e com as comunidades cristãs naquela época”.

A conclusão que se deve tirar desse “fato” é que o estabelecimento de Israel como conseqüência do genocídio do povo judeu pelos nazistas foi injusto com os palestinos. O cerne dessa afirmação é que nem o povo palestino nem sua liderança tiveram qualquer responsabilidade pelo Holocausto e, se alguma reparação é devida ao povo judeu, ela deve ser feita pela Alemanha e não pelos palestinos. Os propositores desse argumento histórico sugerem que o Ocidente criou o Estado Judeu por causa de sua culpa no Holocausto. Conforme esse raciocínio, seria compreensível se uma parte da Alemanha (ou da Polônia, da Lituânia, da Letônia, da França, da Áustria, ou de outras nações colaboradoras) tivesse sido alocada como terra dos judeus – mas, por que a Palestina? A Palestina, de acordo com essa afirmação, foi tão “vítima” quanto os judeus.

Ouço esse questionamento nos campi universitários nos Estados Unidos, e mais ainda nos da Europa.

A verdade, porém, é que a liderança palestina, apoiada pelas massas palestinas, teve um papel significativo no Holocausto de Hitler.

Rami Ayad
O líder oficial dos palestinos, Haj Amin Al-Husseini, passou os anos da guerra em Berlim, com Hitler, trabalhando como consultor sobre questões judaicas.

O líder oficial dos palestinos, Haj Amin Al-Husseini, passou os anos da guerra em Berlim, com Hitler, trabalhando como consultor sobre questões judaicas. Ele foi levado a um tour por Auschwitz e expressou apoio ao assassinato em massa dos judeus europeus. Ele também buscou “resolver os problemas do elemento judeu na Palestina e em outros países árabes”, empregando “o mesmo método” que estava sendo usado “nos países da coligação entre Hitler, Mussolini e, posteriormente, o Japão”. Ele não ficaria satisfeito com os judeus residentes na Palestina – muitos dos quais eram descendentes de judeus sefaraditas, que haviam vivido ali por centenas, ou até milhares de anos – permanecendo como uma minoria em um Estado muçulmano. Como Hitler, ele queria ver-se livre de “todo judeu que restasse”. Como Husseini escreveu em suas memórias: “Nossa condição fundamental para cooperar com a Alemanha foi uma ajuda para erradicar até o último judeu da Palestina e do mundo árabe. Pedi a Hitler por uma garantia explícita para nos permitir resolver o problema judeu de maneira que conviesse às nossas aspirações nacionais e raciais e de acordo com os novos métodos científicos empregados pela Alemanha no manejo dos seus judeus. A resposta que obtive foi: ‘Os judeus são seus”’.

Aparentemente, em caso da vitória da Alemanha, o mufti estava planejando retornar à Palestina para construir um campo de extermínio, nos moldes de Auschwitz, perto de Nablus. Husseini incitou seus seguidores pró-nazistas com as seguintes palavras: “Levantem-se, ó filhos da Arábia. Lutem por seus direitos sagrados. Chacinem os judeus onde quer que os encontrarem. O sangue derramado deles agrada a Alá, nossa história e religião. Isso salvará nossa honra”.

Husseini não apenas exortou seus seguidores a matarem os judeus; ele também teve uma participação concreta na tentativa de fazer com que esse resultado acontecesse. Por exemplo, em 1944, uma unidade do comando árabe-alemão, sob as ordens de Husseini, saltou de pára-quedas na Palestina com a intenção de envenenar os poços e as fontes de água de Tel Aviv.

Husseini também ajudou a inspirar o golpe pró-nazista no Iraque e auxiliou a organizar milhares de muçulmanos nos Bálcãs em unidades militares conhecidas como divisões Handshar, que cometeram atrocidades contra os judeus iugoslavos, sérvios, e ciganos. Após um encontro com Hitler, ele registrou em seu diário:

O mufti: “Os árabes eram os amigos naturais dos alemães. (...) Portanto, eles foram preparados para cooperar com a Alemanha de todo o seu coração e ficaram prontos para participar da guerra, não apenas negativamente, cometendo atos de sabotagem e de instigação de revoluções, mas também positivamente, pela formação de uma Legião Árabe. Nesse conflito, os árabes estavam batalhando pela independência e unidade da Palestina, da Síria e do Iraque...”.

Hitler: “A Alemanha estava resolvida, passo a passo, a pedir a uma nação europeia após a outra para resolver seu problema judaico, e, no devido tempo, a direcionar um apelo semelhante também a nações não-européias. O objetivo da Alemanha seria, então, somente a destruição do elemento judaico que estivesse residindo na esfera árabe, sob a proteção do poder britânico. No momento em que as divisões de tanques e os esquadrões aéreos alemães chegarem ao sul do Cáucaso, o apelo público requisitado pelo grão-mufti poderia ser feito ao mundo árabe”.

Hitler assegurou a Husseini de que maneira ele seria considerado a partir de uma vitória nazista e “da destruição do elemento judeu residindo na esfera árabe”. Nessa hora, o mufti seria o porta-voz mais dominante para o mundo árabe. Seria, então, tarefa dele dar início às operações que havia preparado secretamente.

As significativas contribuições de Husseini ao Holocausto foram multiformes: primeiro, ele pleiteou com Hitler o extermínio dos judeus europeus e aconselhou os nazistas como procederem para tanto; segundo, ele visitou Auschwitz e instou Eichmann e Himmler a acelerarem o ritmo do assassinato em massa; terceiro, ele, pessoalmente, impediu 4.000 crianças, acompanhadas por 500 adultos, de deixarem a Europa e fez com que fossem enviadas a Auschwitz e mortas nas câmaras de gás; quarto, ele impediu outros dois mil judeus de deixarem a Romênia e irem para a Palestina, e outros mil de deixarem a Hungria e irem para a Palestina, judeus esses que foram subseqüentemente enviados para os campos de extermínio; quinto, ele organizou a matança de 12.600 judeus bósnios por muçulmanos, a quem ele recrutou para a divisão nazista-bósnia da Waffen-SS. Ele foi também um dos poucos não-germânicos que tomou conhecimento do extermínio praticado pelos nazistas enquanto ele estava acontecendo. Foi na qualidade oficial de líder do povo palestino e seu representante oficial que ele fez seu pacto com Hitler, passou os anos da guerra em Berlim, e trabalhou ativamente com Eichmann, Himmler, von Ribbentrop, e com o próprio Hitler para “acelerar” a solução final através do extermínio dos judeus da Europa e do planejamento para exterminar os judeus da Palestina.

O grão-mufti não apenas teve um papel significativo no assassinato dos judeus europeus, mas também buscou replicar o genocídio dos judeus em Israel durante a guerra que resultou a chamada Nakba. A guerra iniciada pelos palestinos contra os judeus em 1947 e a guerra iniciada pelos árabes em 1948 contra o novo Estado de Israel, foram guerras genocidas. O alvo não era meramente fazer uma purificação étnica contra os judeus da área, mas a total aniquilação deles. Os líderes assim o disseram e as ações de seus subordinados refletiram o objetivo genocida. Eles receberam auxílio de ex-militares nazistas – membros da SS e da Gestapo – aos quais havia sido dado refúgio no Egito, por causa da instauração dos processos por crimes de guerra, e que tinham sido recrutados pelo grão-mufti para completar o trabalho de Hitler.

Também é oportuno dizer que a solidariedade e o apoio pró-nazista de Husseini eram extensamente difundidos entre seus seguidores palestinos, que o consideravam como herói mesmo após a guerra e com a revelação da participação que ele teve nas atrocidades nazistas. A famigerada fotografia de Husseini com Hitler, juntos em Berlim, era ostentada orgulhosamente em muitos lares palestinos, mesmo depois que as atividades de Husseini no Holocausto se tornaram amplamente conhecidas e elogiadas entre os palestinos.

Rami Ayad
Haj Amin Al-Husseini, o representante oficial do povo palestino, passou os anos da guerra em Berlin e trabalhou ativamente com o próprio Hitler para “acelerar” a solução final através do extermínio dos judeus da Europa e do planejamento para exterminar os judeus da Palestina.

Husseini ainda é considerado por muitos como o “George Washington” do povo palestino, e se os palestinos conseguissem um Estado para si, ele seria homenageado como fundador. O mufti foi o herói deles, a despeito de – e muito provavelmente por causa de – seu papel no genocídio contra o povo judeu, ao qual ele apoiou e prestou assistência abertamente. De acordo com o autor da biografia de Husseini: “Grandes partes do mundo árabe compartilharam da solidariedade [de Husseini] aos alemães nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. (...) A popularidade de Haj Amin entre os árabes palestinos e dentro dos países árabes realmente aumentou mais do que nunca durante o período em que esteve com os nazistas”.

Em 1948, o Conselho Nacional Palestino elegeu Husseini como seu presidente, embora ele fosse um criminoso de guerra procurado, que vivia exilado no Egito. De fato, Husseini ainda hoje é reverenciado entre muitos palestinos como herói nacional. Yasser Arafat, numa entrevista realizada em 2002 e reeditada no jornal palestino Al-Quds em 2 de agosto de 2002, chamou Husseini de “nosso herói”, referindo-se ao povo palestino. Arafat também se orgulhava de ser “um dos soldados das tropas”, embora ele soubesse que Husseini era “considerado um aliado dos nazistas”. Atualmente, muitos palestinos em Jerusalém Oriental querem fazer da casa dele um santuário. (Ironicamente, essa mesma casa foi comprada por um judeu para construir o controvertido conjunto residencial judaico em Jerusalém Oriental.)

Portanto, é um mito – outro mito perpetrado pelo comandante fabricador de mitos do Irã, bem como pelo Hamas e por muitos da extrema esquerda que buscam demonizar Israel – que os palestinos “não tiveram nenhuma participação” no Holocausto. Considerando o apoio concreto dado pela liderança e pelas massas palestinas ao lado perdedor de uma guerra genocida, foi mais do que justo que as Nações Unidas oferecessem a eles um Estado próprio em mais da metade das terras aráveis do Mandato Britânico.

Os palestinos rejeitaram aquela oferta e várias outras desde então porque queriam que não houvesse um Estado judaico mais do que desejavam seu próprio Estado. Essa era a posição de Husseini. O Hamas ainda tem a mesma posição. Talvez a nova “guerra cultural” deles finalmente faça com que reconsiderem – e aceitem a solução de dois Estados.

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